MATO GROSSO

Visitação no Museu de Arte Sacra de Mato Grosso é gratuita até domingo (29)

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A visitação no Museu de Arte Sacra de Mato Grosso (MAS-MT) é gratuita a partir desta quarta-feira (25.09) até domingo (29.09) para celebrar a 18ª Primavera dos Museus, evento nacional idealizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Além da visitação às exposições em cartaz, a programação do equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) abrange atividades inclusivas direcionadas a idosos e a pessoas com deficiência.

Exposições

A principal exposição permanente do Museu apresenta o acervo remanescente da antiga Catedral do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, demolida em 1968, e das Igrejas Senhor dos Passos, Nossa Senhora do Rosário e da Capela de São Benedito.

Outro espaço é a sala do Santo Papa João Paulo II que contém, além de fotos que registram momentos importantes de sua vida, a vestimenta e objetos litúrgicos utilizados pelo Papa durante sua visita a Cuiabá, em 1991.

Há ainda o ambiente com mobiliários, pinturas, vestuário e objetos que pertenceram a Dom Aquino Corrêa, que fez do Seminário Nossa Senhora da Conceição sua residência. Datados do século XIX e XX, o espaço possui fotografias, documentos e publicações que trazem momentos históricos e solenes de Dom Aquino.

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Também estão em cartaz as exposições de arte popular com obras do mestre ceramista Seo Clínio Moura e a do Museu de Arte Sacra 3D, que contém réplicas dos principais acervos do museu acessíveis ao toque e com audiodescrição.

Além disso, a visita ao Museu possibilita uma imersão na história e arquitetura do Seminário Nossa Senhora da Conceição, Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho e Rádio Difusora Bom Jesus de Cuiabá.

Atividades de inclusão

Na terça (24), a agenda envolveu a Associação dos Cegos de Mato Grosso, com sessão de cinema e oficina de modelagem de argila para deficientes visuais. E nesta quarta (25), pessoas idosas puderam participar da oficina de pintura em telhas.

A programação contou ainda com o lançamento do livro “A surdez e a libras no cenário investigativo-científico, que ocorreu na noite de terça (24).

O Museu de Arte Sacra

O MAS-MT é um dos equipamentos culturais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e está sob gestão da Associação Ação Cultural.

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Localizado na Praça do Seminário, bairro Dom Aquino, em Cuiabá, o espaço é aberto para visitação de quarta-feira a domingo, das 9h às 18h.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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