A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, junto com a Secretaria de Estado de Assistência Social (Setasc), anunciou a criação de um novo projeto no âmbito do programa SER Família Indígena. Trata-se do “Alimentos da Terra”, que busca auxiliar e capacitar a comunidade das aldeias no cultivo de alimentos. A nova ação social foi anunciada, na última sexta-feira (27.09), em reunião com lideranças indígenas do município de Campinápolis (a 553 km de Cuiabá).
“Tenho certeza que esse projeto irá auxiliar os povos indígenas a aproveitar os alimentos, seja para consumo, ou como fonte de renda. Eu sempre digo que podem contar com o Governo de Mato Grosso e agradeço os nossos parceiros, o deputado Max Russi, a secretária Grasi, que lidera a Setasc e tira os meus sonhos do papel, e também à deputada Gisela Simona. Gratidão a todos”, disse a primeira-dama Virginia Mendes.
A iniciativa é uma parceria da Setasc, por meio da Superintendência de Assuntos Indígenas, com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
A secretária de Estado de Assistência Social, coronel Grasi Paes Bugalho, destacou que o projeto “Alimentos da Terra – SER Família Indígena” vem para agregar outras ações do Governo de Mato Grosso e relembrou de algumas que foram realizadas somente neste ano no município de Campinápolis.
“Esse projeto possibilitará às aldeias plantarem os alimentos, venderem o excedente, terem conhecimento do manejo da terra e conquistarem autonomia. Lembro que, em abril, realizamos uma ação e percorremos 162 aldeias para fazer o recadastramento das famílias no Cadastro Único para que o Programa SER Família Indígena pudesse aumentar o alcance e atender com a transferência de renda. Já entregamos cestas de alimentos, por meio do Programa SER Família Solidário, e uma van para apoiar na referência de assistência social à população indígena com o apoio da senadora Margareth Buzetti”, declarou a secretária.
Foto: Jana Pessôa/Unaf
Coronel Grasi também relatou sobre uma proposta para que Campinápolis tenha o primeiro Centro de Referência de Assistência Social Indígena (CRAS).
“E para que esses e outros trabalhos sejam entregues e se tornem realidade, nós precisamos dessa parceria forte com os municípios e que os caciques estejam ao lado da gestão municipal e estadual”, reforçou.
Segundo o superintendente de Assuntos Indígenas da Setasc, Agnaldo Santos, a grande demanda da comunidade indígena é a agricultura familiar e o programa “Alimentos da Terra – SER Família Indígena” virá para auxiliar começará em 40 aldeias.
“As tratativas estão em andamento com a Seaf e logo estaremos aqui para fazer o lançamento do projeto piloto. As áreas destinadas para o plantio será de 2 a 5 hectares, além da capacitação”, afirmou.
Estiveram presentes do encontro o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi; a deputada federal Gisela Simona e lideranças indígenas.
O governador Otaviano Pivetta assinou, nesta quinta-feira (7.5), o Acordo de Adesão que formaliza a entrada de Mato Grosso no Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). A adesão reforça a capacidade de atuação das forças de segurança e o combate às facções criminosas em Mato Grosso.
O ato ocorreu no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, e representa a ampliação da cooperação entre o Estado e órgãos nacionais de segurança, com foco no compartilhamento de informações e no fortalecimento das ações de enfrentamento ao crime.
“Com essa integração, o Estado passa a ter mais acesso a informações e mais agilidade na atuação contra as facções criminosas. Isso fortalece o trabalho das forças de segurança e melhora a proteção da população”, afirmou o governador.
Também participaram da agenda o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Luiz Fernando Corrêa, e a secretária de Estado de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho.
O acordo prevê troca de informações entre órgãos estaduais e federais em ações de segurança pública, além de áreas estratégicas como segurança alimentar e mudanças climáticas.
O Governo de Mato Grosso pleiteou a adesão ao sistema por meio da Casa Civil e das Secretarias de Estado de Segurança Pública, Meio Ambiente e Fazenda.
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