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Concurso Público para servidores do TJMT: sete comarcas terão vagas reservadas às cotas

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Membros da Comissão Examinadora do Concurso Público do Poder Judiciário de Mato Grosso realizaram, na manhã desta segunda-feira (30 de setembro), no Plenário 1 do Tribunal de Justiça (TJMT), o sorteio público das comarcas que terão vagas reservadas às cotas para pessoas com deficiência (PCD´s), negros (pretos e pardos) e indígenas. 
 
Conforme o Edital TJMT/PRES nº 74/2024, 22 vagas estão previstas para o cargo de Oficial de Justiça, sendo provimento imediato. Destas, duas vagas (10%) serão destinadas aos candidatos (as) com deficiência, quatro vagas (20%) aos candidatos (as) negros (pretos e pardos) e uma vaga (3%) aos candidatos (as) indígenas. 
 
De acordo com o sorteio, que foi transmitido ao vivo pelo canal do TJMT no YouTube , foram contempladas as seguintes comarcas: Apiacás e Terra Nova do Norte, para candidatos (as) PCD’s; Colíder, Colniza, Itaúba e Rondonópolis, aos candidatos (as) negros (as); e Brasnorte, aos candidatos (as) indígenas. 
 
As demais quinze vagas serão destinadas à ampla concorrência, distribuídas em 15 Comarcas: Água Boa, Apiacás, Brasnorte, Campinápolis, Colider, Colniza, Itaúba, Juína, Novo São Joaquim, Peixoto de Azevedo, Ribeirão Cascalheira, Rio Branco, Rondonópolis, Tapurah e Terra Nova do Norte. Quanto aos cargos de analista judiciário e técnico judiciário será disposta a formação de cadastro de reserva. 
 
O presidente da Comissão, desembargador Luiz Ferreira da Silva, destacou a agilidade e a transparência do processo e o empenho de todos os envolvidos a fim de assegurar a realização do certame, assim como o trabalho incessante do TJMT de adotar iniciativas voltadas à inclusão. “Esperamos que essas pessoas venham contribuir com todo o preparo que certamente eles terão. O TJMT fica muito satisfeito por ter reservado essas vagas, não só em cumprimento da lei, mas porque acredita que toda instituição deve fazer independente da força legal”, apontou. 
 
O juiz auxiliar da Presidência do TJMT, Túlio Duailibi Alves de Souza, também enalteceu esse dinamismo e o importante legado aos cidadãos mato-grossenses a ser deixado pela gestão liderada pela presidente, desembargadora Clarice Claudino da Silva. “É um movimento em prol da sustentabilidade da Justiça de Mato Grosso no que diz respeito à gestão de pessoas. É uma ação que trará bastante ganho aos cidadãos, que dependem do funcionamento adequado do Poder Judiciário”. 
 
Já a coordenadora de Gestão de Pessoas do TJMT, Karine Moraes Giacomelli de Lima evidenciou mais esse importante passo do referido concurso. “No edital, o TJMT contemplou todas as normativas, resoluções e leis vigentes referentes à matéria, dentro dos percentuais estabelecidos, e agora sabemos onde estarão essas vagas das cotas que serão disponibilizadas imediatamente para provimento”. 
 
O resultado do sorteio está disponível no Diário Judicial Eletrônico (DJe) desta segunda-feira (30 de setembro), Edição n° 11798, página 3, com acesso no link .
  
Concurso – O concurso, que será realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), está regulamentado pela Resolução TJMT/OE nº 08, de 26 de julho de 2024. As inscrições poderão ser feitas a partir das 16h desta segunda-feira (30 de setembro) até às 16h do dia 29 de outubro (terça-feira). As provas serão realizadas no dia 15 de dezembro de 2024.
 
Talita Ormond
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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