Uma startup em Mato Grosso está desenvolvendo um software com tecnologia multiplataforma, com objetivo de agilizar a gestão de processos de celebração de convênios e contratos de repasses aos governos municipais e organizações não governamentais. A plataforma tecnológica utiliza inteligência artificial (IA) e análise preditiva de dados para automatizar e melhorar os processos de gestão, disponibilizando em tempo real oportunidades de recursos direcionados.
A ferramenta centraliza informações sobre oportunidades de captação de recursos e acompanha todas as etapas, desde a identificação de receitas disponíveis até a execução e prestação de contas.
Entre os seus recursos principais, destacam-se as notificações de prazos, alertas de pendências e modelos de documentos pré-preenchidos, adaptados à realidade de cada município. A tecnologia permite que os gestores identifiquem falhas operacionais e corrijam problemas antes de comprometerem os resultados. Além disso, ao integrar dados históricos e atualizados da Plataforma Transferegov.br, o sistema realiza análises avançadas que aumentam a assertividade na tomada de decisões.
Segundo o coordenador do projeto, Hudson Kennedy de Sousa Silva, a baixa eficiência na captação de recursos públicos tem sido uma barreira significativa para os municípios e organizações não governamentais no Brasil.
“Estima-se que nos últimos nove anos, apenas 5% das oportunidades oferecidas por programas federais foram efetivamente aproveitadas. Este índice reflete limitações técnicas, como a falta de acesso às informações, habilidades para execução de projetos e ferramentas tecnológicas adequadas. Nesse contexto, a startup Smartconv.app, desenvolveu uma solução inovadora, com tecnologia de ponta para transformar a gestão pública e maximizar o aproveitamento dos recursos disponíveis”, afirma o coordenador do projeto.
A ideia faz parte do Programa Centelha II, promovido pelo Governo do Estado, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), e Fundação CERTI.
Resultados
“Os testes com o protótipo do SMARTCONV.app, realizados no município de Confresa (MT) entre 2017 e 2021 tiveram impacto positivo. Além disso, houve um aumento na eficiência da celebração de convênios com órgãos estaduais, graças ao uso de análises preditivas e ao acompanhamento automatizado de cada etapa do processo”, concluiu Kennedy.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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