Tribunal de Justiça de MT

Júri de Nobres condena três pessoas a mais de 180 anos de prisão por tentativa de homicídio

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O Tribunal do Júri da Comarca de Nobres, por maioria, condenou três homens que foram denunciados por tentativa de homicídio, tráfico de drogas e posse de arma de fogo. A pena fixada pelo juiz Daniel Campos Silva de Siqueira, ultrapassa os 180 anos para os três réus.
 
Entenda o caso: no dia 27 de maio de 2023, no município de Nobres (146 km de Cuiabá), três jovens, associaram-se e tentaram matar quatro vítimas.
 
O crime teria ocorrido em razão de disputa territorial entre facções criminosas. Dois dos acusados saíram em uma motocicleta e efetuaram disparos de arma de fogo contra uma das vítimas, que não morreu em razão do socorro ágil.
 
A ação dos denunciados causou situação potencial de risco à vida e à integridade corporal de um número elevado de pessoas, pois foram diversos disparos de arma de fogo em meio a um aglomerado de pessoas. Disparos que atingiram outras três pessoas, que se encontravam no local.
 
Após as tentativas de homicídios, a polícia militar realizou buscas e localizou os acusados em uma residência particular na cidade, os três tentaram fugir, mas foram alcançados e presos. No local os policiais encontraram 42 porções de maconha e uma pistola.
 
Recurso: após a regular instrução criminal, sobreveio decisão intermediária, pronunciando os acusados nos termos da denúncia. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso.
 
Sentença condenatória: os três réus foram condenados por quatro tentativas de homicídios, tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse irregular de arma de fogo.
 
O primeiro réu foi condenado a 54 anos, 11 meses e 5 dias regime inicial fechado. O segundo condenado recebeu a pena de 60 anos e 9 meses e 18 dias e o terceiro réu foi condenado a 64 anos e 10 meses e 20 dias. Pena que terá o início do cumprimento em regime fechado.
 
PJe n. 1000587-29.2023.8.11.0030
 
 
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Círculos de Paz transformam diálogo em ferramenta de acolhimento em escola de Várzea Grande

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Escutar, acolher e fortalecer vínculos. É por meio dessas ações que estudantes da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho, em Várzea Grande, estão vivenciando uma experiência que vai além da sala de aula. A unidade foi escolhida para receber o projeto Raízes da Paz: Cultivando Diálogo e Fortalecendo Vidas, iniciativa do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Comarca de Várzea Grande, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).

A escola funciona como unidade piloto do projeto, que prevê encontros periódicos com estudantes, professores, servidores e famílias ao longo de 2026. A proposta é criar espaços seguros de escuta e reflexão, contribuindo para o fortalecimento das relações e para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor.

De acordo com o juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Souza Nogueira de Abreu, a iniciativa foi direcionada inicialmente para unidades escolares que enfrentam maiores desafios sociais. “O objetivo do projeto é trabalhar inicialmente com as escolas mais vulneráveis. Vamos aplicar o método que estabelecemos no CEJUSC e, após avaliar os resultados, estudar formas de ampliar, aperfeiçoar e replicar essa experiência. A ideia é humanizar e melhorar o ambiente das escolas que apresentam mais dificuldades, especialmente aquelas onde há relatos de adolescentes envolvidos em atos infracionais”, destacou o magistrado.

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Desde o início do ano, a equipe do projeto realizou reuniões de planejamento, visitas técnicas, ações de sensibilização da comunidade escolar e encontros com pais e responsáveis. Em março, foram iniciados os Círculos de Construção de Paz com os estudantes do Ensino Fundamental II, conduzidos por facilitadores capacitados em Justiça Restaurativa.

Acolhimento que gera transformação

Para a diretora da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, Rosalina Marques de Almeida, o projeto tem contribuído para identificar e compreender as dificuldades enfrentadas pelos alunos, muitos deles em situação de vulnerabilidade social. “Fomos agraciados com esse trabalho voltado para nossas crianças. Temos alunos que vivem realidades muito difíceis e os círculos têm sido fundamentais porque permitem identificar suas dores e trabalhar questões sociais, psicológicas, afetivas e emocionais. Esse atendimento está ajudando as crianças, a escola e toda a comunidade”, afirmou.

Segundo a gestora, as atividades têm proporcionado um importante processo de acolhimento e fortalecimento emocional dos estudantes. “Não temos como passar pela vida dessas crianças sem oferecer acolhimento e oportunidades de transformação. É isso que estamos recebendo com esse trabalho desenvolvido na escola”, completou.

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A programação prevê a realização de novos círculos ao longo do ano, sendo concluída com uma solenidade de encerramento, em novembro. A expectativa é que os resultados obtidos na unidade sirvam de base para a expansão da iniciativa para outras escolas da rede municipal.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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