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Polícia Civil prende autores de furto e receptadores de carga de carnes

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O furto qualificado de 20 caixas de carnes, avaliadas em mais de R$ 14 mil, ocorrido no último sábado (28.12), durante o descarregamento em um supermercado em Várzea Grande, foi rapidamente esclarecido pela Polícia Civil, no domingo (29), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos do município (Derf-VG).

A ação resultou na prisão de quatro pessoas, entre elas um funcionário responsável pela entrega da mercadoria e o seu tio, envolvidos no furto, além de dois empresários apontados como receptadores da carga furtada.

As investigações iniciaram após a equipe da Derf-VG receber informações sobre o furto da carga de carnes, no momento em que era feito o descarregamento dos produtos em um supermercado na região do Capão Grande em Várzea Grande.

Por meio de imagens de câmeras de segurança, foi possível identificar o veículo utilizado no crime, sendo posteriormente possível chegar ao endereço do suspeito.

Questionado, o suspeito inicialmente negou o envolvimento no crime, porém posteriormente confessou que buscou as caixas de carne, após orientação do seu sobrinho, que trabalhava como entregador da mercadoria.

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Com base nas informações passadas, os policiais seguiram para residência do funcionário, que confessou o crime e revelou que a carga já havia sido passada para os receptadores, entre eles o proprietário de um açougue no bairro capão Grande, e o proprietário de uma espetaria, no bairro 24 de dezembro.

Em continuidade às diligências, foi possível localizar os dois receptadores e recuperar a mercadoria furtada.

Os quatro suspeitos foram conduzidos à Derf-VG, onde após serem interrogados pelo delegado Sérgio Luís, foram autuados em flagrante pelos respectivos crimes.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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