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China suspende importação de produtos de origem animal

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Gana, Somália, Catar, Congo, Nigéria, Tanzânia, Egito, Bulgária, Timor-Leste e Eritreia, Palestina, Paquistão, Afeganistão, Nepal, Bangladesh e até a Alemanha foram afetados por uma nova medida restritiva relacionada à importação de produtos de origem animal, anunciada pela China.

A decisão foi tomada devido a surtos de doenças como varíola ovina, varíola caprina e febre aftosa, que têm atingido diversos países. Com isso, a China suspendeu a importação de ovinos, caprinos, aves e animais de dedos pares dessas nações.

A medida inclui tanto produtos processados quanto não processados e visa proteger a saúde pública e a qualidade dos alimentos consumidos no país. A Administração Geral de Alfândegas da China detalhou os países afetados e a extensão da proibição, que foi implementada após alertas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O impacto dessa decisão é significativo para o comércio internacional, especialmente para os países que dependem da China como destino para seus produtos agropecuários. A suspensão pode afetar tanto o mercado de carnes quanto o de produtos derivados de animais, com repercussões diretas no comércio global.

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O Brasil não está entre as nações afetadas pelos surtos de doenças mencionados, mas a medida tem impacto indireto sobre o Brasil, já que a China é um dos principais destinos das exportações brasileiras de carne. A suspensão da importação de produtos de países afetados pode resultar em uma mudança nos fluxos comerciais internacionais, o que pode criar novas oportunidades ou até aumentar a demanda por carne brasileira, já que o Brasil tem um sistema de controle sanitário considerado rigoroso.

É importante frisar que o Brasil mantém um programa de vigilância e controle sanitário muito eficiente, com o objetivo de evitar surtos de doenças animais que possam afetar as exportações. Apesar de a medida atual não atingir diretamente o Brasil, o mercado global de carnes pode sofrer alterações, o que exige atenção do setor agropecuário brasileiro, que deve continuar investindo em qualidade e segurança para consolidar sua posição como um dos maiores exportadores de carne do mundo.

Dessa forma, o Brasil não corre o risco imediato de ser afetado por essa proibição, mas é sempre importante que o país siga monitorando os surtos internacionais e mantenha seus altos padrões de segurança alimentar para garantir que sua produção e exportação não sejam comprometidas no futuro.

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Fonte: Pensar Agro

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Crédito ao agro pode atingir R$ 652 bilhões, mas esbarra em limites fiscais

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As negociações para o Plano Safra 2026/27 avançam em meio a discussões sobre o espaço fiscal disponível para subsidiar o crédito rural. A proposta em análise pelo governo prevê ampliar em cerca de 10% os recursos destinados ao financiamento da agropecuária, elevando o montante total para R$ 652 bilhões, além de reduzir em até dois pontos percentuais as taxas de juros para médios e grandes produtores.

Os números ainda estão em discussão entre os ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário e podem sofrer alterações antes do anúncio oficial, previsto para o início de julho. A principal incógnita é a capacidade do Tesouro Nacional de suportar os custos da equalização dos juros em um cenário de restrições orçamentárias.

Na safra atual, foram disponibilizados R$ 594,4 bilhões para pequenos, médios e grandes produtores. Desse total, R$ 516,2 bilhões foram destinados à agricultura empresarial. A proposta em análise é elevar esse montante para perto de R$ 570 bilhões na temporada 2026/27.

A discussão sobre os juros é considerada o ponto mais sensível das negociações. Caso a proposta seja integralmente atendida, as taxas para médios e grandes produtores poderão cair para cerca de 8% ao ano nas operações de custeio e para até 6,5% em algumas linhas de investimento. Na safra 2025/26, as taxas variaram entre 10% e 14% nas linhas de custeio da agricultura empresarial.

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A possibilidade de redução das taxas depende do início do ciclo de queda da Selic e do espaço fiscal disponível para a equalização dos juros. O mecanismo é utilizado pelo governo para cobrir a diferença entre o custo de captação das instituições financeiras e a taxa efetivamente paga pelos produtores.

Outra frente das negociações envolve os limites para os spreads bancários. A equipe econômica decidiu manter tetos para o custo administrativo e tributário cobrado pelas instituições financeiras nas operações com recursos equalizados. A medida busca evitar aumento excessivo do custo final do crédito e reduzir a pressão sobre os gastos públicos com subsídios.

No custeio empresarial, por exemplo, o limite para o spread foi fixado em 4,7% ao ano. Quanto maior esse percentual, maior tende a ser o desembolso da União para sustentar as taxas subsidiadas.

A estratégia ocorre em um momento em que instrumentos privados de financiamento ganham espaço no campo. Entre julho de 2025 e maio de 2026, as operações realizadas por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs) e recursos livres movimentaram cerca de R$ 170 bilhões. Os títulos privados passaram a integrar os números do Plano Safra recentemente e vêm compensando parte da retração observada nas linhas tradicionais de crédito.

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Na agricultura familiar, a expectativa é de manutenção das taxas de juros entre 2% e 6% ao ano. O volume de recursos para o segmento poderá chegar a R$ 82 bilhões, alta de cerca de 5% em relação aos R$ 78,2 bilhões disponibilizados na temporada atual.

Os desembolsos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) indicam forte demanda pelos recursos. Até maio, os produtores familiares haviam contratado R$ 60,9 bilhões, o equivalente a quase 80% do total disponível para a safra em curso.

A definição do Plano Safra 2026/27 ocorre em um ambiente de custos financeiros ainda elevados e de crescente demanda por recursos para sustentar a expansão da produção agrícola. O desafio do governo será ampliar a oferta de crédito e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio das contas públicas em um cenário de restrições fiscais.

A expectativa é que os números finais sejam anunciados no início de julho, quando também deverão ser definidos os volumes de recursos e as taxas de juros para a agricultura empresarial e para os programas voltados à agricultura familiar.

Fonte: Pensar Agro

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