MATO GROSSO

Polícia Civil identifica e prende autor de tentativa de estupro em boate em Sorriso

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O autor de uma tentativa de estupro em uma boate de Sorriso (a 400 km de Cuiabá) foi preso nesta sexta-feira (31.1), após ser identificado pela Polícia Civil, em investigações conduzidas pelo Núcleo de Atendimento à Mulher, da Delegacia do município.

O suspeito de 34 anos, que teve mandado de prisão decretado pela Segunda Vara Criminal de Sorriso com base nas investigações da Polícia Civil, foi localizado na zona rural de Nova Maringá, onde teve a ordem judicial cumprida.

O crime ocorreu no dia 11 de janeiro, quando o suspeito passou a noite ingerindo bebida alcóolica na boate. A vítima era funcionária do estabelecimento e, após o encerramento das atividades, foi para um cômodo no local, onde estava aguardando uma colega.

O suspeito foi até o local, onde agrediu a vítima fisicamente com um soco na boca e tentou forçar o ato sexual. O fato só não se consumou porque vítima começou a gritar por socorro chamando o nome do responsável pelo estabelecimento, ocasião em que o suspeito decidiu fugir do local.

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Porém, mais tarde, ele retornou ao estabelecimento com outra roupa, para buscar o celular que havia deixado como garantia de pagamento, momento em que foi reconhecido pela vítima e outros funcionários e novamente fugiu do estabelecimento.

Assim que foi acionada sobre os fatos, a equipe do Núcleo de Atendimento à Mulher da Delegacia de Sorriso iniciou as investigações para identificar o suspeito, sendo posteriormente representado pelo mandado de prisão preventiva do investigado.

Com a ordem de prisão decretada pela Justiça, os policiais deram continuidade às investigações para localização do suspeito, que trabalhava como caminhoneiro.

Após levantamento informações de que ele estava trabalhando em uma fazenda na zona rural de Nova Maringá, a equipe da Polícia Civil passou as informações para a Polícia Militar da localidade, que deu efetivo cumprimento ao mandado de prisão contra o suspeito.

Após ter a ordem judicial cumprida, o preso foi conduzido à delegacia para as providências cabíeis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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