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Setasc e Sefaz entregam cheques simbólicos para entidades sorteadas no Nota MT em Rondonópolis

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) realizaram, nesta quinta-feira (13.2), a entrega simbólica dos prêmios do Nota MT para a Associação Beneficente Nossa Senhora de Fátima – Comunidade Terapêutica e o Lar dos Idosos Paul Percis Harris, em Rondonópolis.

A ação visa fortalecer as entidades sociais, que desempenham um papel fundamental no apoio à população em vulnerabilidade.

A secretária adjunta de Assistência Social da Setasc, Miranir Alcântara, explicou o papel da secretaria no programa Nota MT.

“A Setasc é responsável pelo cadastro das entidades sociais aptas a receber os prêmios do Nota MT, após inscrição no Conselho Municipal de Assistência Social. Os sorteios contemplam as entidades indicadas pelos cidadãos no momento do cadastro. Estes repasses são fundamentais para a manutenção de serviços essenciais à população nessas entidades”, afirmou Miranir.

O secretário adjunto de Projetos Estratégicos da Sefaz, Vinícius José Simioni da Silva, ressaltou a importância da parceria com a Setasc no programa.

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“O sorteio do Nota MT é uma das ferramentas mais importantes que o Estado já implementou para incentivar o exercício da cidadania. A Setasc dá para o sistema a segurança que a entidade social é uma entidade idônea e faz também um acompanhamento e assessoramento a todas as entidades sociais”, destacou Vinícius.

Júnior Araújo dos Santos, diretor de patrimônio do Lar dos Idosos Paul Percis Harris, explicou como o prêmio será utilizado. “O Lar dos Idosos é uma instituição que recebe recursos dos idosos, mas não é o suficiente. Esse valor extra do Nota MT contribui para uma boa alimentação e acomodação, buscando sempre mais benefícios para a qualidade de vida dos nossos idosos”, relatou Júnior.

Michelle Ribeiro, assistente social da Comunidade Terapêutica Casa Esperança, falou sobre o impacto do prêmio para a instituição.


Michelle Ribeiro (ao centro) – Foto Por: Darlene Marques

“Mensalmente já recebemos um valor que faz muita diferença para nós. E agora, com esse prêmio, vai fazer uma diferença muito grande, principalmente na unidade feminina, para que a casa permaneça até meados de abril”, completou Michelle.

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Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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