¿A Polícia Civil apreendeu 211 tabletes de pasta base de cocaína, transportados em um Fiat Uno, nesta quinta-feira (6.3), em ação realizada pelas equipes da Delegacia de Mirassol d’Oeste e da Delegacia Especial de Fronteira (Defron).
A apreensão foi realizada dentro da operação Protetor das Divisas e Fronteiras, em trabalho conjunto da Polícia Civil com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Grupo Especial de Fronteira (Gefron). Um homem, de 27 anos, foi preso em flagrante por tráfico de drogas pelo transporte da carga de entorpecentes.
A ação também integra os trabalhos do programa Tolerância Zero, idealizado pelo Governo de Mato Grosso, para combate à atuação de facções criminosas.
Durante as investigações do tráfico de drogas na região de fronteira, as equipes de Segurança Pública receberam informações de que um veículo Fiat Uno, prata, estava transportando grande quantidade de entorpecente e que possivelmente passaria pelas cidades de Mirassol d’Oeste e São José dos Quatro Marcos.
Com base nas informações, os policiais da Delegacia de Mirassol d’Oeste iniciaram as diligências e conseguiram identificar e abordar o veículo suspeito. Ao ser abordado, o condutor do Fiat quebrou o seu aparelho celular, com a finalidade de ocultar provas e outros elementos que pudessem auxiliar nas investigações.
Durante a busca veicular, os policiais encontraram 211 tabletes de pasta base de cocaína que estavam ocultados em sacos de ráfia, de cor amarela, por todo veículo, nos bancos da frente, bancos de trás e no interior do porta-malas.
Diante dos fatos, todo material ilícito foi apreendido. O motorista foi conduzido à Delegacia de Mirassol d’Oeste, interrogado pelo delegado Gustavo Ataíde e lavrado o flagrante de tráfico. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no crime.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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