A Ouvidoria Especializada da Polícia Civil foi agraciada com o Selo de Ouvidoria e Transparência 2024, categoria prata. A premiação foi concedia pelo mérito de desempenho em critérios relacionados à transparência ativa e passiva e à atuação das ouvidorias.
O reconhecimento “Selo de Ouvidoria e Transparência 2024” foi entregue durante cerimônia realizada na quarta-feira (02.4), no 2º Encontro de Ouvidoria e Transparência, bem como faz parte das ações do Programa Integridade Pública do Estado.
A iniciativa é do Governo de Mato Grosso, por meio da Controladoria Geral do Estado (CGE). Ao todo 25 órgãos e entidades do Executivo estadual foram destaque pela transparência, participação social e qualidade dos serviços públicos prestados.
A análise que determinou a premiação considerou 68 itens que avaliaram diferentes aspectos da transparência pública, como acessibilidade de informações, transparência na folha de pagamento e gestão fiscal, funcionamento do serviço de informação ao cidadão, disponibilização de dados institucionais prioritários e outros, os quais, são embasados em legislações vigentes e boas práticas nacionais, incluindo o modelo de Maturidade em Ouvidoria Pública, o Programa Nacional de Transparência Pública e a Avaliação da Transparência Internacional.
Conforme o ouvidor da Polícia Civil, delegado Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, os órgãos públicos foram avaliados e premiados nas categorias Bronze, Prata, Ouro e Diamante. “De forma inédita a Ouvidoria Especializada de Polícia Civil recebeu a congratulação na categoria Prata, que reflete no compromisso da instituição com a transparência e eficiência diante da gestão pública”, destacou o ouvidor Fernando Vasco.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Falsa Vantagem para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigações que apuram a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento em um suposto esquema de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores.
Na operação, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
A operação integra os trabalhos de investigação que apuram a atuação de um grupo suspeito de prometer influência em decisões judiciais mediante pagamento de vantagens indevidas. As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.
Entre os alvos estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A operação tem como objetivo apurar como os fatos ocorriam, se a prática criminosa era habitual, identificar desde quando o grupo atuava e localizar outras possíveis vítimas.
De acordo com as investigações, o grupo teria prometido a familiares de um condenado a anulação da pena imposta pela Justiça, afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões, cobrando o pagamento de R$ 150 mil em espécie pela garantia do benefício.
Segundo o apurado, a solicitação do pagamento em espécie teria sido utilizada para dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Porém, a medida resultou apenas na redução da pena do condenado, e não em sua anulação, conforme havia sido prometido.
Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, circunstância que também é objeto da investigação.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os mandados buscam apreender aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros eventuais envolvidos.
Nome da operação
O nome “Falsa Vantagem” faz referência à promessa de obtenção de influência sobre decisões judiciais em troca de pagamento, criando nas vítimas a falsa expectativa de que haveria garantia de resultados favoráveis perante o Poder Judiciário.
As investigações prosseguem para apurar a extensão do esquema criminoso, identificar outras possíveis vítimas e individualizar a participação de cada investigado.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o Estado.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.