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Audiência Pública discute instalação de atacado da construção em Várzea Grande

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Secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, destacou o caráter inédito da audiência e ressaltou que todos os trâmites legais foram cumpridos para instalação da Obramax, pertencente ao mesmo grupo da Leroy Merlin

A prefeitura de Várzea Grande realizou nesta semana a primeira audiência pública de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV-RIV) de Várzea Grande, marcando um momento decisivo para a instalação do empreendimento Obramax, um atacarejo de materiais de construção pertencente ao Grupo Adeo, o terceiro maior do mundo no setor e líder no Brasil e Europa.

A abertura foi conduzida pela secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, que representou a prefeita Flávia Moretti (PL). Em sua fala, a secretária destacou o caráter inédito da audiência e ressaltou que todos os trâmites legais foram cumpridos. “Este é o primeiro Estudo de Impacto de Vizinhança apresentado à Prefeitura por um empreendimento de grande porte. O projeto já está aprovado pela Câmara Técnica e agora segue seu curso conforme a legislação municipal”, afirmou.

O empreendimento será instalado em um terreno de mais de 110 mil metros quadrados, localizado na Avenida da FEB, esquina com a Rua da Exposição, no bairro Ponte Nova, ao lado do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A área construída prevista é de 16 mil metros quadrados e o projeto pertence à empresa Royal Brasil Administração, Empreendimentos e Participações Ltda.

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Durante a audiência, o arquiteto Lucas Coelho, responsável técnico pela apresentação do EIV-RIV, detalhou os impactos e benefícios da instalação do Pprojeto Obramax na cidade. Ele enfatizou que o empreendimento não concorrerá com o pequeno comércio local, mas atuará como fomentador de negócios, promovendo capacitação e oferecendo melhores condições de compra aos profissionais da construção civil. “A proposta é integrar o pequeno ao grande, promovendo crescimento conjunto”, disse.

A empresa, segundo representantes, é o maior atacado de material de construção do país voltado ao profissional da obra e já possui unidades nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e outras importantes praças do Sudeste. Fundada em 2015, no Brasil, a Obramax é uma evolução da marca Bricoman, criada na França em 1999, pelo mesmo grupo responsável pela Leroy Merlin, que atua desde 1923 e está presente em 15 países.

IMPACTOS POSITIVOS PARA VÁRZEA GRANDE – O EIV-RIV aponta uma série de impactos positivos diretos e indiretos para Várzea Grande. Um dos principais pontos destacados foi a geração de empregos: haverá contratação de trabalhadores da construção civil durante a fase de obras e, posteriormente, para operação da loja, criando oportunidades para moradores da cidade e da vizinha Cuiabá. Isso implicará em um aumento no poder de compra, com reflexos diretos na movimentação econômica local.

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A valorização imobiliária da região também é esperada, uma vez que o empreendimento prevê melhorias na infraestrutura urbana e eliminação de áreas degradadas, como bolsões de lixo e matagal. Além disso, a presença da empresa Obramax deve estimular a abertura de novos negócios e a diversificação dos serviços na região.

Outro ponto relevante apresentado na audiência é sobre o aumento da arrecadação tributária. Com a aquisição de materiais de fornecedores locais e a contratação de serviços como terraplenagem, supressão vegetal, alimentação e transporte, haverá incremento na receita de empresas terceirizadas, o que beneficiará diretamente os cofres públicos com a ampliação da base arrecadatória.

“Em um cenário de expansão urbana e busca por desenvolvimento sustentável, a chegada da Obramax representa não apenas um novo ponto comercial de grande porte, mas uma engrenagem que pode impulsionar a economia, o mercado de trabalho e a infraestrutura de Várzea Grande”, pontuou o arquiteto Rafael.

Manoela acrescentou ao final: “A audiência pública foi além de uma etapa legal, um marco no planejamento urbano e no futuro econômico do Município”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

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Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

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Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

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TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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