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TRE-MT marca presença no XII Encontro Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso participou do XII Encontro Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais, que ocorreu em Brasília nesta segunda-feira (19.05). Sediado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o evento é uma forma de estabelecer mais diálogos, estreitar laços e trocar experiências entre as escolas judiciárias do país. 

A mesa de abertura foi coordenada pela ministra Cármen Lúcia, Presidente do TSE, que em seu discurso reforçou a importância de garantir os meios necessários para que as escolas cumpram seus papeis. Representado pelo juiz-membro, Welder Queiroz dos Santos, presidente da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT) e pela analista judiciária, Janis Eyer Nakahati, secretária da EJE-MT, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso participou dos quatro paineis.

No primeiro painel, momento de apresentação do Plano de Trabalho de 2025, foram destacadas ações e projetos, ainda em desenvolvimento, para atrair populações minorizadas. Entre elas pessoas com deficiência e idosos (acima de 60 anos). O planejamento visa atingir esse público para garantir maior participação nos processos eleitorais do país. A mesa foi presidida pelo assessor-chefe da EJE do TSE, Jillian Servat, e contou com a presença do diretor-geral do Tribunal, Miguel Ricardo de Oliveira Piazzi. 

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Já no segundo painel, intitulado “Diálogo com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam)”, foi abordado a missão constitucional da escola no contexto nacional. Bem como foram colocadas questões como o equilíbrio de uma formação humanista que se atualiza com o moderno, mas que não abandona a esfera tradicional. Outro ponto importante foi a gestão que busca por parcerias estratégicas. 

“Dentre os diversos pontos abordados, foi reafirmada a importância do Acordo de cooperação técnica da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistradoscom a escola do TSE e o Sistema das EJEs em prol do aperfeiçoamento dos magistrados e servidores eleitorais”, relatou o presidente Welder Queiroz. 

Como explicou o juiz, o terceiro painel, intitulado “Revistas científicas do Sistema EJE”, presidida pelo editor-chefe da Revista Estudos Eleitorais, João Andrade Neto, ofereceu “estratégias em prol do aperfeiçoamento das revistas científicas das EJE’s”. Outro ponto de destaque, conforme o juiz, foi a “orientação dada com base na experiência da Revista Estudos Eleitorais do TSE”. 

O evento foi encerrado com o quarto painel, “Diálogo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”, presidido pela juíza Caroline Santos Lima, instrutora do STF. Foram apresentadas as razões de importância das EJE’S na capacitação de magistrados e o diálogo com o CNJ. Por fim, foi falado também sobre o Prêmio CNJ de Qualidade, responsável por premiar tribunais do país por seus desempenhos.

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O evento que ocorre periodicamente tem como propósito reunir presidentes, diretoras e diretores, coordenadoras e coordenadores, técnicas e técnicos das Escolas regionais para fortalecer o diálogo e a troca de experiências entre as Escolas Judiciárias Eleitorais do país. 

Texto por: Maryelle Campos (Supervisão Daniel Dino). 

#DescriçãodaImagem: A imagem mostra o presidente da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT), Welder Queiroz dos Santos e a secretária da EJE-M, Janis Eyer Nakahati. Ambos estão de pé sorrindo ao lado do painel do evento. 

Fonte: TRE – MT

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Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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