A Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Mato Grosso participou, nesta semana, do Workshop de Combate ao Comércio Ilegal de Insumos Agrícolas, realizado em Curitiba-PR. O encontro teve como foco fortalecer a atuação integrada dos órgãos de segurança e fiscalização no enfrentamento ao contrabando, falsificação e comercialização de produtos ilegais destinados ao agronegócio.
A participação da PRF Mato Grosso foi fundamental, considerando que o estado está entre as principais rotas logísticas do país, sendo constantemente utilizado para o transporte de insumos agrícolas ilegais. O objetivo da participação foi apresentar as atividades desenvolvidas pela PRF no enfrentamento ao transporte ilegal de agrotóxicos, compartilhando experiências operacionais, metodologias aplicadas nas fiscalizações e os resultados alcançados nas rodovias federais que cortam o estado.
O evento foi organizado pela CropLife Brasil, entidade que representa empresas de tecnologia agrícola, em parceria com a Superintendência Federal de Agricultura (SFA) e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR).
A capacitação reuniu agentes da PRF, Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Receita Federal, Ministério Público, IBAMA, ADAPAR, além de especialistas da indústria. Foram abordados temas como métodos de identificação de defensivos falsificados, contrabandeados e roubados, rastreabilidade de cargas, atuação conjunta dos órgãos públicos e destinação correta dos produtos apreendidos.
A PRF Mato Grosso reforça seu compromisso no enfrentamento aos crimes relacionados ao agronegócio, atuando de forma colaborativa e integrada para garantir a segurança pública, proteger o meio ambiente e combater práticas ilícitas nas rodovias federais que cortam o estado.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16.7), a Operação Laços de Família, para desarticular uma célula de facção criminosa responsável pelo comércio de entorpecentes na região de Confresa.
Foram cumpridos 8 mandados de prisão preventiva, cinco em Confresa e três em Penitenciárias (um em Vila Rica, um em Cuiabá e um em Nova Xavantina) e 8 mandados de busca e apreensão em Confresa e Vila Rica, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias.
Também foram decretadas a quebra telemática de 13 contas Google, 13 números no WhatsApp, 13 dados telefônicos junto às operadoras e a extração forense integral dos aparelhos apreendidos.
As ordens judiciais resultaram na apreensão de porções de pasta base de cocaína, crack e maconha, além de sementes de cannabis. Também foram apreendidas balanças de precisão e farto material utilizado para o fracionamento e embalagem das substâncias para comercialização
No total, foram apreendidos 10 aparelhos celulares, 5 dispositivos de memória (pen drives) e uma motocicleta utilizada para o suporte das atividades ilícitas. Além disso, três pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas.
A ação, realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa, contou com o apoio das Delegacias Municipais de Confresa, de Vila Rica e de Porto Alegre do Norte no cumprimento dos mandados.
O nome da operação faz referência à forma de organização do grupo investigado. Conforme a investigação, pessoas com vínculos familiares e conjugais integravam a estrutura, com funções distribuídas entre os envolvidos.
Operação Laços de Família
A investigação teve início a partir de uma prisão em flagrante realizada pela Derf em dezembro de 2025, em Confresa, quando duas pessoas foram detidas com porções de crack e cocaína e vários aparelhos celulares.
A análise do material, autorizada judicialmente, revelou que aquela venda de varejo era apenas a ponta de um grupo criminoso.
Conforme apurado pela investigação, o grupo era dividido por funções. A estrutura incluía uma liderança, pessoas responsáveis pelo controle financeiro e pela distribuição de drogas, além de integrantes encarregados da comercialização dos entorpecentes.
A droga era entregue aos revendedores em regime de consignação, com prestação de contas obrigatória, e os pagamentos eram feitos por transferências eletrônicas. A movimentação diária do grupo ultrapassava R$ 4,5 mil.
Os integrantes também adotavam cuidados para dificultar a ação policial, com uso de linguagem cifrada para se referir aos entorpecentes e apagamento constante das conversas.
As investigações também apontam que o grupo utilizava um imóvel como base para reuniões e para a realização dos chamados “tribunais do crime”, julgamentos informais em que eram definidas punições a integrantes que, segundo a apuração, descumpriam regras impostas pela própria organização.
Crimes violentos registrados na região, possivelmente ligados a essas decisões, são objeto de investigação em procedimento próprio conduzido pela Delegacia Municipal de Confresa, com compartilhamento de provas autorizado pela Justiça.
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