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Corpo de Bombeiros aplica R$ 13 milhões em multas por uso irregular do fogo em 2025

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) já aplicou cerca de R$ 13 milhões em multas ambientais por uso irregular do fogo, no período de janeiro a maio deste ano, no Estado. As penalidades resultam das ações de fiscalização realizadas em operações integradas de segurança pública e como parte da política de Tolerância Zero contra crimes ambientais.

Além das multas, foram fiscalizados mais de 27 mil hectares de áreas com indícios de uso indevido do fogo. Uma pessoa foi presa em flagrante, durante as fiscalizações, por realizar queima ilegal. As multas foram aplicadas em propriedades que não tinham autorização para o uso e manejo do fogo no Estado.

Essas ações fazem parte das medidas preventivas previstas no Plano de Operações da Temporada de Incêndios Florestais (POTIF) do CBMMT.

Segundo o comandante-geral do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, as ações evidenciam a determinação da corporação em enfrentar, de forma rigorosa, qualquer prática que atente contra o meio ambiente.

“O Corpo de Bombeiros permanece vigilante e alinhado com a política de tolerância zero contra crimes ambientais do Governo de Mato Grosso, intensificando as ações de prevenção, fiscalização e responsabilização. O monitoramento remoto, apoio tecnológico e resposta imediata a focos detectados seguem como pilares das estratégias da corporação na proteção do Pantanal e demais biomas mato-grossenses”, afirmou o comandante do BEA.

Área fiscalizada em Barão de Melgaço

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O tenente-coronel Rafael também ressaltou a importância da conscientização e do respeito às leis ambientais por parte da população, especialmente no que diz respeito ao período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso.

No bioma Pantanal, a restrição começa em 1º de junho e segue até 31 de dezembro. Já nos biomas Amazônia e Cerrado, o período proibitivo vai de 1º de julho a 30 de novembro. Em áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

“Estamos realizando a Semana de Preparação e Prevenção a Incêndios Florestais com ações em todo o Estado, com o objetivo de reforçar o alerta sobre o período proibitivo e destacar a importância da conscientização da população para reduzir os riscos e minimizar os impactos dos incêndios florestais”, ressaltou.

Em apoio a essas ações estratégicas e ao cumprimento da política de prevenção, o CBMMT irá intensificar ainda mais as fiscalizações em campo, com base nas informações geradas por tecnologias de monitoramento remoto. A corporação conta com o apoio das Polícias Civil e Militar e a Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado (Politec), por meio da articulação da secretaria-adjunta de Integração Operacional da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Área fiscalizada em Barão de Melgaço

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Um exemplo disso é a Operação Infravermelho que, somente nesta semana, resultou em vistorias em áreas do bioma Pantanal, nos municípios de Poconé e Barão de Melgaço, após a detecção de focos de calor por meio do cruzamento de dados geoespaciais e imagens de satélite.

Em Poconé, uma pessoa foi responsabilizada por queima ilegal de uma área e conduzida à Delegacia Especializada do Meio Ambiente, em Cuiabá. Ela deverá responder por crime ambiental, conforme previsto no artigo 54 da Lei Federal Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/1998), além de ter sido autuada administrativamente pelo CBMMT.

Já em Barão de Melgaço, a equipe de fiscalização verificou in loco uma área queimada em uma região isolada, sem sinais de ação humana direta. Não foram encontradas trilhas, estradas ou outros indícios que indicassem fogo intencional. Diante desse cenário, foram iniciados os procedimentos técnicos para a elaboração do laudo pericial, que deverá identificar, com base em critérios científicos, a origem e a causa do incêndio.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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