MATO GROSSO

Comissão no Senado aprova projeto que cria programa Vigia Mais MT em esfera nacional

Publicado em

A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (27.5), o projeto de lei que cria um programa nacional nos moldes do Vigia Mais MT, criado pelo Governo de Mato Grosso em maio de 2022.

“Estamos muito felizes em ver que um programa Vigia Mais MT pode ser ampliado para todo o Brasil. Isso demonstra que estamos no caminho certo quando se trata de tecnologia e inovação na segurança pública. Assim como ocorreu em Mato Grosso, sob a liderança do governador Mauro Mendes, acreditamos que toda a população brasileira só tem a ganhar. Ao longo desses três anos de atuação, apresentamos o Vigia Mais MT a representantes de diversos estados, gestores municipais, estaduais e também federais. O programa se tornou uma referência no país e precisa ser levado para todos os Estados”, afirmou o secretário de Estado Segurança Pública, coronel PM César Roveri.

O programa Vigia Mais MT prevê a instalação de câmeras de videomonitoramento por meio da assinatura de termos de cooperação entre o Governo do Estado e prefeituras ou entidades privadas dos 142 municípios mato-grossenses.

Leia Também:  Adolescente deixa internação e promete seguir profissão de barbeiro

O projeto de lei (PL) nº 3.639/2024, de autoria da ex-senadora Rosana Martinelli, recebeu parecer favorável do senador Marcos Rogério, lido durante a sessão desta terça pelo senador Hamilton Mourão.

A proposta tem como objetivo reforçar a segurança pública em todo o país, por meio da ampliação e do compartilhamento de imagens captadas por câmeras instaladas em espaços públicos e privados, contribuindo para a prevenção e repressão de crimes. O texto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

De acordo com a autora da proposta, além de aumentar a disponibilidade e abrangência de câmeras de vigilância e outros instrumentos de captura de imagens para os órgãos, entidades e pessoas públicas e privadas participantes, o programa fomenta a cooperação entre os participantes para redução de problemas sociais, principalmente dos índices de criminalidade.

O texto também indica que a medida poderá reduzir o custo do poder público com a aquisição e a geração de imagens. O funcionamento da plataforma de compartilhamento deve ser ininterrupto, com a adoção de backup.

Vigia Mais MT

Até o momento, 128 municípios já aderiram ao programa, além de mais de 100 empresas e associações. São cerca de 13.800 câmeras integradas ao sistema de videomonitoramento. O montante inclui equipamentos entregues às prefeituras, empresas, associações e escolas estaduais.

Leia Também:  Polícia Civil prende 3 pessoas por tráfico de drogas em Rondonópolis

A partir da instalação dos equipamentos, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), os gestores e policiais têm acesso às imagens captadas e podem acompanhá-las em tempo real, cada um dentro do seu âmbito de atuação.

Os equipamentos são instalados para monitorar ruas, avenidas, praças e outros espaços públicos. Os critérios para definição do número de câmeras destinadas a cada município levam em conta a população, renda per capita e os índices criminais.

Já os pontos de instalação são definidos a partir de estudo e análises de dados criminais e planos de ações estratégicas feitos pelos órgãos de segurança pública – Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil e Corpo de Bombeiros.

(Com informações Agência Senado)

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  Adolescente deixa internação e promete seguir profissão de barbeiro

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  Secel lança editais para produções de diretores estreantes e documentários sobre territórios tradicionais

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA