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“Nunca é tarde para aprender a ler e escrever”, afirma aluna em sua primeira aula do Mais MT Muxirum

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O programa Mais MT Muxirum, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), teve a aula inaugural realizada em Cuiabá na noite desta quarta-feira (28.6), no auditório Maestro China, da Secretaria Municipal de Educação. O MT Muxirum visa reduzir o índice de analfabetismo em Mato Grosso para menos de 4% até 2026.

Entre os alfabetizandos, a história de dona Valéria Cristina da Silva Vicente, de 64 anos, se destacou. Ela compartilhou determinação ao receber, em nome dos 450 alfabetizandos inscritos nesta etapa da Capital, o kit de materiais escolares e os livros pedagógicos de Língua Portuguesa e de Matemática.

“Nunca é tarde para aprender a ler e escrever”, disse Valéria, acrescentando que a oportunidade de se alfabetizar representa não apenas um desafio pessoal, mas uma chance de transformar sua vida e a de sua família. “Só saio do Muxirum depois de alfabetizada e vocês me verão receber o diploma”, completou, sob aplausos.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, enfatizou que o Mais MT Muxirum não é apenas um programa de alfabetização, mas uma promessa de inclusão e dignidade. “Cada história contada hoje no auditório Maestro China ressoou como um lembrete de que, com apoio e determinação, é possível reescrever a própria história, independentemente da idade”.

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O evento contou com a presença dos 30 alfabetizadores que atuarão no programa durante os oito meses do curso em Cuiabá. Uma das que mais se emocionou ao ouvir os relatos de superação e coragem foi Lucimara Aparecida Rodrigues, que é alfabetizadora da turma na qual dona Valéria está inscrita.

“É gratificante estar no meio deles. Não há preço que pague pela oportunidade de ensiná-los a ler e escrever. Muitos não sabem nem pegar no lápis, mas vão superar e em breve estarão comemorando quando fizerem a primeira leitura, nem que seja apenas do próprio nome”, falou Lucimara.

Para o secretário municipal de Educação, Amauri Fernandes, a adesão de Cuiabá ao Mais MT Muxirum era muito esperada. “Participei da criação desse programa e agora estou na outra ponta. Isso nos enche de ânimo porque sabemos que os resultados são surpreendentes, sobretudo, quando vemos pessoas sorrindo ao resgatar a sua cidadania”.

Mais MT Muxirum

Em todos os 142 municípios o programa conta com 159 coordenadores locais e 1.427 alfabetizadores. Durante os oito meses do curso, eles receberão mensalmente bolsa-auxílio R$1 mil e R$1.300, respectivamente. O investimento total somente nesse ano, segundo a Seduc, é de R$ 16,4 milhões.

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Com material pedagógico específico, o atendimento aos alfabetizandos é flexibilizado e facilitado em relação ao local, podendo ser realizado em centros comunitários, igrejas ou escolas, escolhidos pela Diretoria Regional de Educação (DRE) nos 13 polos do Estado.

As turmas são reduzidas, de 10 a 12 estudantes no máximo, para que tenham um desempenho melhor. As aulas têm carga horária de 12 horas semanais, totalizando 384 horas anuais.

Desde o seu lançamento em 2021, o Mais MT Muxirum já alfabetizou mais de 62 mil pessoas. A meta da Seduc é alcançar a meta de 79 mil pessoas atendidas até o final de 2025.

O Mais MT Muxirum faz parte da Política de Educação de Jovens e Adultos (EJA), uma das 30 políticas educacionais do Plano Educação 10 Anos, do Governo de Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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