Servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) concluíram, na última quarta-feira (18.6), o Curso de Brigada de Incêndio Tipo I e Primeiros Socorros. Realizado no Auditório Arne Sucksdorff, na sede da Sema, em Cuiabá, o objetivo foi preparar os servidores para atuar na prevenção e no combate inicial a incêndios, além de orientar sobre evacuação de ambientes e primeiros socorros.
A capacitação teve início na segunda-feira (16), e foi ministrada pelos soldados do Corpo de Bombeiros, Enderson Nunes dos Santos, Aygo Resende Rodrigues de Souza, Lucas Assunção Rodrigues, Weslei Lopes da Silva e Jeferson Correa de Almeida.
O treinamento foi destinado a todos os servidores, independentemente do vínculo, e buscou garantir que eles estejam preparados para agir de forma rápida e eficiente em situações de emergência, sendo uma formação essencial para ambientes com risco de incêndio.
Para a residente técnica e participante do curso, Mariana de Oliveira, a capacitação foi uma importante oportunidade de adquirir conhecimento técnico com profissionais experientes, além de ter ajudado a reforçar valores fundamentais como o trabalho em equipe, a disciplina e o preparo físico e emocional.
“Esse tipo de capacitação é fundamental não apenas para quem atua diretamente na linha de frente, mas para toda a sociedade, pois fortalece a cultura da prevenção e o cuidado com as pessoas e o ambiente em que trabalhamos”, destacou Mariana.
Os participantes do curso também poderão ser selecionados para compor a Comissão de Brigadistas da Sema, que tem um papel essencial na adoção de medidas preventivas e de resposta a emergências internas.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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