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Mutirão de Cidadania leva mais de 30 serviços ao bairro São João Del Rey em Cuiabá

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Centenas de moradores do São João Del Rey e bairros circunvizinhos participaram da ação social

Centenas de moradores do São João Del Rey e bairros circunvizinhos participaram da ação social

Foto: Samantha dos Anjos

Moradores do bairro Jardim Ubirajara, em Cuiabá, foram beneficiados pelo 3º Mutirão de Cidadania Social, realizado no último sábado (21). A ação levou uma série de serviços gratuitos à comunidade, com foco em saúde, documentação e atendimentos sociais. A iniciativa foi promovida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e diversas entidades públicas e privadas, que disponibilizaram toda a infraestrutura necessária para a realização do mutirão.

A ação ocorreu no Centro Comunitário Antônio Rodrigues de Souza, um espaço construído em regime de mutirão, com recursos destinados pelo parlamentar e a colaboração da própria comunidade. Inaugurado em 2023, o centro tem sido um importante ponto de apoio para a população local.

“O objetivo desse mutirão social é levar os principais serviços às regiões mais periféricas, onde as pessoas enfrentam maiores dificuldades para acessar seus direitos. Muitas vezes, essas dificuldades estão relacionadas à distância dos centros urbanos, à falta de transporte ou à jornada de trabalho intensa durante o dia. Agradeço a todos os parceiros que se sensibilizaram com essa causa, permitindo-nos reduzir as desigualdades, facilitar o acesso aos serviços públicos e promover dignidade aos cidadãos”, afirmou o deputado Wilson Santos. Ele também destacou a destinação de uma emenda de R$ 2 milhões, neste ano, para a conclusão das obras da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro São João Del Rey.

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O mutirão ofereceu uma ampla gama de serviços à população, como vacinação contra Covid-19, febre amarela, influenza e H1N1, atendimentos odontológicos, emissão de RG e regularização de documentos. Também foram realizadas oficinas de mosaico, ações educativas sobre trânsito com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), além de serviços de corte de cabelo, massagens e terapias alternativas como fitoterapia e massoterapia. O atendimento jurídico, serviços de estética como tranças, esmaltação e maquiagem, além de vacinação antirrábica para cães e gatos, também fizeram parte da programação.

O evento contou ainda com atividades culturais, como apresentações de cururu e siriri, e recreação infantil, oferecida pelo SESC. O balcão de empregos foi um dos destaques, com centenas de vagas disponibilizadas por empresas como Fort Atacadista e Terceirize.

Para o líder comunitário Silvano Cruz, que está em seu terceiro mandato, a iniciativa reforça a importância de levar o serviço público até onde a população reside, sendo que o bairro São João Del Rey tem uma estimativa de cerca de 10 mil moradores. Ele lembrou que muitas pessoas da região têm dificuldades de acesso ao centro da cidade para resolver pendências simples do dia-a-dia e destacou a participação de moradores de outros 19 bairros vizinhos que também foram beneficiados. “A comunidade precisa desse tipo de ação. Trazer os serviços para perto de casa é respeito e cidadania. Agradecemos ao deputado Wilson Santos, à Assembleia Legislativa, Prefeitura de Cuiabá e a todos os parceiros envolvidos”, afirmou.

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Hiago da Silva, que mora há 30 anos em São João Del Rey, conseguiu resolver as pendências que existiam junto à Energisa e fez o parcelamento para quitar os débitos. Já a moradora Maria de Fátima, do bairro Parque Atalaia, participou pela primeira vez e saiu satisfeita com tudo o que conseguiu resolver em um único lugar. “Vacinei, fiz o meu RG, fui na ótica – fiz o exame e já até providenciei meus óculos com desconto. Também, fui ao TRE ver minha situação eleitoral. Aproveitei tudo que pude”, contou entusiasmada.

Um dos momentos mais marcantes na ação social foi a chegada do helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), órgão que integra as operações aéreas da segurança pública e defesa social, que despertou o encantamento das crianças e a curiosidade dos adultos. A aeronave ficou em exposição, permitindo aos moradores conhecerem de perto a estrutura e entender como funciona o trabalho aéreo das forças de segurança pública e salvamento.

Outras instituições que fizeram parte do Mutirão de Cidadania Social foram Águas Cuiabá, Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Polícia Militar, Politec e secretarias municipais. A ação faz parte de um calendário de ações itinerantes, de forma mensal, que vem percorrendo bairros de Cuiabá e da região metropolitana, sempre com o objetivo de facilitar o acesso a serviços públicos à comunidade local.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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