A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu na manhã desta terça-feira (24.6) mandados de busca e apreensão e de prisão, na Operação Falso 9, deflagrada pelas Polícia Civis de Rondônia (RO) e do Paraná (PR), para desarticular um esquema de estelionato milionário contra jogadores de futebol de times brasileiros e uma instituição financeira, por meio de fraudes na portabilidade de salários.
Foram expedidos 33 mandados judiciais, sendo 22 de busca e apreensão domiciliar, nove de prisão preventiva e dois de prisão temporária, em Almirante Tamandaré (PR), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Lábrea (AM) e Porto Velho (RO). A operação conta com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Em Cuiabá, duas ordens judiciais, sendo um mandado de prisão e um de busca e apreensão, contra um alvo de 28 anos, foram cumpridas pelos policiais a Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes, em uma residência no bairro São Sebastião. No local, foram apreendidos aparelhos celulares, máquinas de cartão de crédito, além de uma caixa com grande quantidade de dinheiro em espécie.
O valor apreendido ainda está sendo contabilizado, mas é possível que ultrapasse R$ 400 mil.
Modus operandi
A investigação teve início em janeiro deste ano, após o setor de prevenção à fraude de uma instituição financeira identificar irregularidades em operações de portabilidade salarial de atletas.
Os criminosos abriam contas bancárias com documentos falsos e dados de jogadores de futebol. Pouco tempo depois, solicitavam a portabilidade do salário do verdadeiro titular dos dados para a conta fraudulenta. Assim que os valores eram recebidos, os golpistas transferiam o dinheiro para outras instituições financeiras, compravam produtos e serviços ou faziam saques em caixas eletrônicos, dificultando o rastreamento e a recuperação dos valores.
O montante total desviado ultrapassa R$ 1 milhão, dos quais R$ 135 mil foram recuperados e bloqueados preventivamente. Após a detecção da fraude, a instituição financeira corrigiu imediatamente a vulnerabilidade e ressarciu as vítimas, que não tinham conhecimento do golpe, e identificaram, ainda, que, entre os criminosos beneficiários identificados, estão pessoas jurídicas com sede em Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO), além de indivíduos, que receberam, juntos, mais de R$ 287 mil.
Policiais militares do 17º Batalhão prenderam uma mulher, de 30 anos, pelo crime de tentativa de homicídio, nesta quinta-feira (23), em Mirassol d’Oeste. A suspeita foi detida em flagrante após confessar ter esfaqueado o próprio amante, de 46 anos, nas costas.
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe do 17º BPM foi acionada para verificar uma vítima de tentativa de homicídio que havia dado entrada no hospital municipal. No local, os policiais confirmaram os fatos e encontraram o homem sendo atendido pela equipe médica, com ferimentos decorrentes de golpes de faca na região das costas.
Em relato à PM, o homem afirmou que foi atingido por uma mulher, com quem mantinha um relacionamento extraconjugal. A vítima ainda disse que já havia sido ameaçada pela suspeita, que lhe mostrou uma faca enquanto ele tentava terminar o relacionamento.
O homem também disse que, nesta quinta-feira (23), havia atendido a um pedido da suspeita para a compra de um ar-condicionado. Ele relatou que, após a compra do aparelho, iria se deslocar para a casa da mulher e encontrou-a na rua. Eles começaram a conversar e, após discussão, a mulher mostrou a faca novamente e lhe deu um golpe com o objeto nas costas.
Diante das informações coletadas com a vítima, os militares iniciaram diligências em busca da suspeita na residência dela, onde não foi encontrada. Após novas informações recebidas, a equipe seguiu até um segundo endereço, onde flagrou a suspeita consumindo bebidas alcoólicas com um grupo de pessoas.
Ela foi abordada e confessou o crime. A mulher ainda afirmou que a faca utilizada na tentativa de homicídio estava com ela, guardada dentro de uma bolsa, na qual o objeto foi apreendido.
A suspeita recebeu voz de prisão e foi conduzida à delegacia da cidade para registro da ocorrência e foi entregue à Polícia Judiciária Civil para as demais providências que o caso requer.
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