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Ministério divulga calendário ideal para plantio da soja em 20 Estados

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta quinta-feira (26.06) as novas diretrizes do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da soja na safra 2025/2026. A medida foi oficializada no Diário Oficial da União e contempla os períodos de plantio mais adequados para 19 estados brasileiros e o Distrito Federal.

O zoneamento é uma ferramenta técnica que indica as melhores janelas de plantio da oleaginosa com base no tipo de solo, clima e ciclo da cultura. Seu objetivo é minimizar riscos produtivos associados a variações climáticas, como estiagens ou excesso de chuvas, além de orientar o acesso a programas de crédito e ao Seguro Rural.

As novas recomendações valem para os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

A soja é hoje a principal lavoura do país, com papel decisivo no abastecimento interno, nas exportações e na geração de empregos. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a atual safra 2024/2025 deve atingir o recorde de 169,6 milhões de toneladas colhidas, reafirmando a liderança global do Brasil na produção do grão.

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Com o Zarc, produtores que seguem as orientações oficiais aumentam as chances de sucesso da lavoura e garantem acesso a benefícios como a subvenção ao prêmio do Seguro Rural e linhas de crédito com melhores condições.

Neste ano, o Ministério também lançou o projeto-piloto do Zarc Níveis de Manejo, que amplia as vantagens para agricultores que adotam boas práticas agrícolas e manejo sustentável. A iniciativa será testada inicialmente no estado do Paraná e prevê estímulo direto à adoção de técnicas que reduzem riscos hídricos e climáticos.

As informações completas sobre os períodos indicados para cada município podem ser acessadas de forma gratuita no Painel de Indicação de Riscos Climáticos ou por meio do aplicativo ZARC Plantio Certo, disponível para celulares.

Com o novo ciclo se aproximando, o planejamento correto do plantio ganha ainda mais importância diante de um cenário climático cada vez mais desafiador. O ZARC é, nesse contexto, uma ferramenta essencial para decisões mais seguras no campo.

Para acessar o aplicativo, clique aqui

Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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