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SES intensifica vacinação contra sarampo na fronteira com a Bolívia

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) intensifica as estratégias de vigilância e vacinação contra o sarampo nos municípios mato-grossenses que fazem fronteira com a Bolívia, para evitar que o contágio se espalhe pela região Oeste. Até o momento, não há casos confirmados da doença em Mato Grosso.

Em junho, a Bolívia declarou Emergência Sanitária Nacional por causa do aumento de casos de sarampo. Até o dia 8 de julho, o país vizinho já havia confirmado mais de 90 casos.

A principal estratégia adotada é a aplicação da Dose Zero da vacina em crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias. Esta imunização extra não substitui as doses do calendário vacinal de rotina, mas representa uma proteção antecipada diante do atual cenário. Além disso, quem tem entre 9 meses e 59 anos pode tomar a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba).

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, os moradores de Cáceres, Comodoro, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião e Vila Bela da Santíssima Trindade, municípios considerados estratégicos devido à mobilidade populacional intensa com regiões bolivianas afetadas, devem procurar os postos de saúde para se vacinarem.

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“Essa medida preventiva de reforçar a vacinação nessas áreas segue a recomendação de nota técnica do Ministério da Saúde, com o objetivo de aumentar a proteção da população mato-grossense em áreas mais vulneráveis à circulação do vírus”, explicou.

Alessandra acrescentou que a Secretaria atua em parceria com os municípios, garantindo a distribuição das vacinas, o monitoramento da cobertura vacinal, a investigação de casos suspeitos, a capacitação dos profissionais de saúde para manejo adequado dos pacientes, a assessoria aos municípios nas ações de prevenção e a apresentação de cenários epidemiológicos para a tomada de decisão.

“É importante que as Prefeituras e serviços de saúde realizem a busca ativa de não vacinados, notifiquem casos suspeitos com exantema [rash cutâneo] em até 24 horas, coletem amostras para o diagnóstico da vigilância laboratorial e isolem o paciente até a confirmação. Os viajantes que tiverem febre e manchas vermelhas devem evitar contato com outras pessoas e procurar a assistência de saúde”, destacou a superintendente.

Vacinação contra o sarampo em Mato Grosso

De acordo com o coordenador estadual de Imunização da SES, Marx Camarão, a cobertura da vacina tríplice viral em Mato Grosso neste ano é de 87,9% com a primeira dose e de 68,5% com a segunda dose, sendo que o ideal seria de 95% para ambas.

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“O sarampo é transmitido por secreções respiratórias e muito contagioso. Além disso, pode provocar complicações graves e até o óbito, principalmente em crianças pequenas e em pessoas não vacinadas”, informou.

A Secretaria distribuiu aos municípios 151.003 doses da vacina tríplice viral e foram aplicadas 57.515 doses neste ano.

Mato Grosso permaneceu mais de duas décadas sem casos confirmados de sarampo, com os últimos registros entre 1998 e 1999. Em 2020, houve um caso isolado em Lucas do Rio Verde, de uma criança de 7 meses que se recuperou após hospitalização. Em 2025, o Estado registrou 20 notificações, sendo que 19 foram descartadas e uma está em investigação.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sema promove primeira oficina do AdaptaCidades para fortalecer o planejamento climático dos municípios

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) realizou, nesta terça-feira (30.6), a primeira Oficina para Estruturação da Governança da iniciativa AdaptaCidades em Mato Grosso. Promovido por meio da Coordenadoria de Mudanças Climáticas e REDD+, o encontro reuniu representantes de municípios mato-grossenses escolhidos para participar da iniciativa, que busca auxiliar na elaboração dos planos municipais de adaptação à mudança do clima.

Durante a abertura do evento, foram entregues certificados simbólicos aos representantes de oito municípios que aderiram à iniciativa, sendo eles Cuiabá, ⁠Várzea Grande, ⁠Sinop, ⁠Cárceres, ⁠Tangará da Serra, ⁠Vila Rica, ⁠Juina e ⁠Lucas do Rio Verde. Os certificados oficializam o compromisso das prefeituras com o desenvolvimento das capacidades técnicas da governança local em combater os impactos das mudanças climáticas.

A secretária-adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos da Sema, Lílian Ferreira dos Santos, destacou que a iniciativa fortalece o planejamento dos municípios para enfrentar eventos climáticos extremos e reduzir seus impactos sobre a população.

“Esse evento é importante para nós discutirmos a adaptação das cidades às mudanças climáticas, principalmente pensando em focos de escassez hídrica, risco de erosão e questão de queimadas. Nós trouxemos os municípios hoje para discutir, junto com o Ministério do Meio Ambiente, essa adaptação das cidades. Em Mato Grosso, dez municípios foram escolhidos como prioritários e oito deles já assinaram a carta de intenção. Inclusive, entregamos hoje esse certificado, que demonstra o interesse dos municípios em trabalhar de forma integrada com os órgãos estaduais e federais”, afirmou.

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A secretária-adjunta ressaltou que, além das ações voltadas à redução das mudanças climáticas, é fundamental preparar os municípios para responder aos seus efeitos.

“É importante que os municípios estejam preparados para casos como grandes enchentes ou grandes secas, eventos que podem afetar a população e impactar diretamente na qualidade de vida e na segurança das pessoas”, concluiu.

A oficina teve como principal objetivo orientar tecnicamente os municípios na estruturação da governança necessária para a elaboração dos planos municipais de adaptação à mudança do clima. Ao longo da programação, os participantes receberam orientações sobre a organização institucional do processo de planejamento e a articulação entre secretarias, conselhos e demais órgão locais.

O AdaptaCidades integra o Programa Cidades Verdes Resilientes, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério das Cidades (MCid). A iniciativa busca fortalecer as políticas públicas de adaptação e resiliência climática, promovendo a integração e a articulação entre governos, ampliando a capacidade técnica dos gestores públicos e apoiando a elaboração de planos locais para enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.

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*Com a supervisão da jornalista Clênia Goretth

Fonte: Governo MT – MT

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