A Secretaria de Estado de Justiça realizou oito cursos de capacitação, no primeiro semestre deste ano, voltados a servidores. Foram 461 policiais penais e profissionais de nível superior capacitados em diversas áreas da administração penitenciária.
Os cursos foram promovidos pela Coordenadoria de Ensino e Aperfeiçoamento do Servidor Penitenciário (CEASP).
Entre as capacitações estão o Curso de Formação Inicial para policiais penais e profissionais de nível superior, obrigatório para tornar aptos os servidores a iniciarem suas respectivas carreiras no Sistema Penitenciário. A atual turma, a 12ª em formação, tem 37 policiais penais cursando as disciplinas que incluem noções de direito penal e administrativo, administração penitenciária, gestão de pessoas, armamento e tiro, atendimento pré-hospitalar, entre outras áreas.
Outros cursos de capacitação abordaram o sistema estadual de gestão de documentos, sistema de registro de ocorrências policiais, operação de escâner corporal, capacitação de nutricionistas dos Sistemas Penitenciário e Socioeducativo e ainda, nivelamento operacional e ambientação para pistolas Glock.
O secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, frisa que o investimento em capacitações para os servidores é fundamental para a atualização de procedimentos e rotinas, especialmente na área operacional.
“A qualificação continuada e o profissionalismo nas ações, sejam elas administrativas ou operacionais, levam à eficiência. E é isso que buscamos diariamente, ao investir em novas tecnologias, em armamento, em conhecimento”, argumentou o secretário.
Neste mês, a Secretaria de Justiça iniciou a entrega de 1.950 pistolas Glock adquiridas recentemente para a Polícia Penal. A aquisição, no valor total de R$ 3,820 milhões, contempla 100% dos profissionais da ativa e padroniza o armamento de uso individual no Sistema Penitenciário
Para receber o novo armamento, um dos mais modernos do mundo destinados à atividade de segurança pública, o policial penal deve fazer a capacitação sobre Ambientação de Pistola Glock, ofertada pela Coordenadoria de Ensino do Servidor Penitenciário.
Os primeiros policiais penais a receberem as novas armas foram das unidades de Alta Floresta, Colíder e Peixoto de Azevedo, que receberam o curso no primeiro semestre.
Nesta semana, o curso foi ofertado a policiais de mais três unidades prisionais – Paranatinga, Primavera do Leste e Jaciara. “Essa capacitação envolve a ambientação com esse novo equipamento de trabalho e também a orientar sobre a cautela correta de armas”, explicou o coordenador, Rildo Pereira
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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