A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em parceria com o Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), realizou nesta quinta-feira (31.7) o evento “FNAS Pelo Brasil Etapa Mato Grosso”. O encontro técnico foi sediado no Centro de Eventos Pantanal, em Cuiabá.
O encontro técnico tem como objetivo reunir os municípios para alinhar ideias e debater questões relacionadas à gestão orçamentária, bem como direcionamento de recursos e financiamento de serviços, programas e projetos na área da assistência social.
A secretária adjunta de Assistência Social da Setasc, Miranir Oliveira, explica a finalidade do encontro técnico e sua eficácia para a gestão socioassistencial no Estado.
Miranir Oliveira – Foto Por: Junior Silgueiro
“O FNAS Pelo Brasil’ está em Mato Grosso com o objetivo de auxiliar os municípios na qualificação, para aprimorar as ações relacionadas aos fundos municipais de assistência social. Por meio desse encontro, os gestores municipais têm a oportunidade de aplicar a destinação dos seus recursos financeiros para as políticas de assistência social de forma mais eficaz e assertiva”, pontuou.
Para o diretor executivo do Fundo Nacional de Assistência Social, José Arimateia, é vital levar apoio e esclarecimentos aos municípios por meio do encontro técnico.
José Arimateia – Foto por: Junior Silgueiro
“É fundamental ter políticas públicas transversais e esclarecedoras, para o melhor aproveitamento dos trabalhos da assistência social, ações que beneficiam e protegem todas as esferas da sociedade. Com isso, é importante também saber como destinar e gerenciar os recursos que a assistência social necessita, para isso o ‘FNAS Pelo Brasil’ se faz presente”, ressaltou o diretor executivo.
Durante o “FNAS Pelo Brasil”, os gestores e representantes municipais de assistência social têm a oportunidade de dialogar e receber orientações referentes ao controle, gerenciamento dos recursos, execução orçamentária e prestação de contas, para o melhor aproveitamento na aplicação dos serviços socioassistenciais que são direcionados à população.
A diretora da secretária municipal de Assistência Social de Alta Floresta, Sirlei Vaz da Silva, enfatiza a importância de participação dos municípios, para melhor aproveitamento e alinhamento de ideias durante o evento.
“É muito importante para nós enquanto município, participar desses encontros. Muitas vezes, os municípios não possuem recursos suficientes para garantir o básico de seguridade e proteção social àquelas famílias que mais precisam, por isso, ter um espaço da magnitude que é o ‘FNAS pelo Brasil’ é vital para esclarecer dúvidas, parear informações e encontrar soluções de melhorias para serviços, especialmente aos municípios cujas prefeituras possuem mandatos recentes”, disse Sirlei.
O FNAS Pelo Brasil Etapa Mato Grosso, possibilitou trocas de ideias, falas de autoridades e esclarecimentos de dúvidas. O evento conta com um cronograma que percorre o país todo, sendo este, iniciado no dia 25 de abril e com encerramento previsto para 15 de agosto. Desenvolvido pelo Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), os encontros têm como objetivo tratar sobre ações orçamentárias, recursos e aplicação financeira na área da assistência social entre estados e municípios.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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