Tribunal de Justiça de MT

TJMT lança campanha em agosto pelo enfrentamento à violência doméstica

Publicado em

Ao longo do mês de agosto, o Poder Judiciário de Mato Grosso realiza uma campanha alusiva aos 19 anos da Lei nº 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, reforçando a importância da denúncia como forma de romper o ciclo de violência contra a mulher.

A campanha contará com matérias semanais, sempre às segundas-feiras, além de publicações no Instagram oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Com o tema do primeiro conteúdo: “Não deixe que o silêncio fortaleça o autor de agressão! Denuncie. Ligue 180!”, a iniciativa busca mobilizar toda a sociedade para que mais mulheres encontrem apoio, informação e coragem para denunciar.

O objetivo é sensibilizar a sociedade para que mulheres vítimas de violência ou pessoas próximas que testemunhem situações de agressão não se calem e busquem ajuda imediatamente. O silêncio, muitas vezes resultado do medo, da dependência financeira ou emocional e até da vergonha, acaba favorecendo a continuidade da violência e fortalecendo o agressor. Por isso, denunciar é um passo essencial para romper esse ciclo e garantir proteção.

Leia Também:  Expedição Araguaia Xingu chega a Alto Boa Vista e promove ações de Educação para a comunidade

Nas comarcas do estado o enfrentamento à violência doméstica conta com o apoio das Redes de Enfrentamento, coordenadas pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT). Essas redes são articulações interinstitucionais e multidisciplinares que atuam de forma integrada no combate, prevenção e assistência às mulheres vítimas de agressão, buscando garantir atendimento humanizado, integral e efetivo.

Até março de 2025, Mato Grosso contava com 26 redes de proteção, número que saltou para 76 redes espalhadas pelo estado. Essa ampliação fortalece a articulação entre diversos órgãos e serviços como o Poder Judiciário, Executivo (nas áreas de saúde, segurança pública e assistência social), Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Civil e Militar, Conselhos Tutelares, organizações da sociedade civil e a própria comunidade.

Esse trabalho conjunto contribui para resultados concretos. De janeiro a junho de 2025, foram concedidas 6.728 medidas protetivas de urgência em Mato Grosso, reforçando a proteção e a segurança das mulheres que buscam ajuda do sistema de Justiça.

É importante lembrar que a denúncia pode ser feita de forma rápida e sigilosa.

Leia Também:  Araputanga informa número de telefone fixo em funcionamento

Ligue 180 para denúncias – Central de Atendimento à Mulher.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

Published

on

Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

Leia Também:  Fraude em aplicativo de transporte gera indenização e devolução em dobro a jovem de Cuiabá

A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

Leia Também:  TJMT: 2ª Câmara de Direito Privado anuncia retomada de julgamentos presenciais

A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA