MATO GROSSO

Unemat oferece 65 vagas gratuitas em mestrados e doutorados

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A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) abre seleção para cursos de mestrado e doutorado em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECM), no câmpus de Barra do Bugres, e de Estudos Literários (PPGEL), em Tangará da Serra, além do doutorado em Biotecnologia e Biodiversidade (Rede Pró-Centro-Oeste).

O período de inscrição, assim como critérios de seleção e pré-requisitos variam conforme o edital e a vaga pleiteada. Os editais disponíveis podem ser acessados aqui.

Ensino de Ciências e Matemática (PPGECM)

Área de concentração de Ensino de Ciências e Matemática, estruturada em três linhas de pesquisa, Ensino, aprendizagem e formação de professores em Ciências e Matemática; Tecnologias digitais no ensino de Ciências e Matemática; e Diversidade cultural e a práxis pedagógica no contexto do Ensino de Ciências e Matemática.

Local de oferta: Barra do Bugres

Vagas: São 19 vagas para doutorado e 20 para mestrado.

Inscrições: até 20 de agosto, por meio de formulário online.

Poderão inscrever-se para seleção, candidatos das áreas de Matemática, Química, Biologia, Física, Pedagogia e áreas afins. Para o doutorado, também será preciso apresentar mestrado nas áreas de Educação, Ensino e áreas afins.

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O valor da taxa de inscrição é de R$120. O processo de seleção constará de prova escrita, arguição do projeto de pesquisa e análise de currículo.

Edital disponível aqui.

Estudos Literários (PPGEL)

Local de oferta: Tangará da Serra

Vagas: 16 para mestrado e 9 para doutorado, sendo 4 destinadas às ações afirmativas.

Inscrições: até 26 de agosto, diretamente no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa), onde deverão ser informados todos os dados cadastrais solicitados e o preenchimento do questionário complementar. A taxa de inscrição é de R$ 200.

O programa é destinado aos portadores de diploma de graduação e/ou mestrado nas áreas de Letras, Literatura e áreas afins.

O processo de seleção inclui prova escrita, análise do projeto de pesquisa, entrevista e análise de currículo.

São três linhas de pesquisa, Literatura e vida social em países de língua oficial portuguesa; Literatura, história e memória cultural; e Leitura, literatura e ensino.

Edital disponível aqui.

Biotecnologia e Biodiversidade da Rede Pró-Centro-Oeste (Pró-Centro-Oeste)

Abertura de uma vaga remanescente do doutorado em Biotecnologia e Biodiversidade da Rede Pró-Centro-Oeste, com ingresso previsto para o período letivo de 2025/2.

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Inscrição: até 18 de agosto.

O curso de doutorado possui as linhas de pesquisa Ciência, tecnologia e inovação para sustentabilidade da Região Centro-Oeste; Bioeconomia e conservação dos recursos naturais e, Desenvolvimento de produtos, processos e serviços biotecnológicos.

O processo de seleção constará de três etapas, homologação das inscrições, avaliação do pré-projeto e análise da ficha de pontuação.

Edital disponível aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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