O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) publicou, nesta terça-feira (12.8), o resultado final do edital referente ao credenciamento de profissionais que atuarão como instrutores em eventuais ações acadêmica e profissional promovidas pela corporação. Foram credenciados professores, monitores e orientadores de trabalhos acadêmicos, tanto civis quanto militares. Confira o resultado final aqui.
O credenciamento foi realizado pela Diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa (DEIP) com o objetivo de selecionar profissionais qualificados para atuar no desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa, extensão e orientação, tanto na Academia Bombeiro Militar (ABM) quanto na Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (EsFAP), de acordo com as demandas do CBMMT.
Foram credenciados professores e orientadores em eixos temáticos, além de monitores para disciplinas específicas relativas à formação militar. As áreas de ensino abrangeram: Ciências Aplicadas e Exatas, Ciências Jurídicas, Gestão, Humanidades, Operações e Atividades Relacionadas ao Serviço Bombeiro Militar.
A seleção dos profissionais foi conduzida por uma Comissão de Avaliação e Credenciamento, que aferiu a formação acadêmica, a experiência profissional e a produção científica dos inscritos. É importante destacar que a homologação do resultado do credenciamento não garante o direito à contratação imediata.
Os candidatos credenciados serão convocados conforme a necessidade, por meio de e-mail ou telefone informados durante o ato de inscrição. A previsão é que, a partir da convocação, os profissionais credenciados comecem a atuar em conformidade com o planejamento do curso.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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