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Escola Técnica Estadual de Cáceres lança projeto de conscientização sobre parasitas em ambientes escolares

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A Escola Técnica Estadual de Cáceres, instituição vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), anunciou o lançamento do projeto de extensão “Educação e Conscientização sobre Parasitas em Ambientes Escolares”, que levará ações educativas e assistenciais para a população da região.

O projeto surgiu a partir da dissertação de mestrado do professor da instituição Bruno Tiago Pessoa, que identificou vulnerabilidades socioambientais e de saúde em populações do Pantanal mato-grossense em decorrência de parasitas.

Com formação em Farmácia e Mestrado em Ciências Ambientais, o professor tem o objetivo de promover ações para transformar conhecimento acadêmico em impacto social. A iniciativa é voltada principalmente para estudantes da Escola Municipal Eduardo Benevides Lindote e seus familiares.

Pais, crianças e demais moradores são convidados a participar das reuniões, receberem kits de apoio e contribuírem com relatos de suas vivências. Através de atividades educativas e de acompanhamento que ocorrerão ao longo da execução, a ação irá atuar na prevenção de doenças e no fortalecimento da consciência ambiental.

“Sinto-me realizado tanto como profissional quanto como mestrando. Vivenciei o dia a dia na escola, estive com as crianças, ouvi os pais e pude ver a alegria da comunidade ao receber um projeto que realmente se concretizou e levou saúde e cuidado”, relatou o professor Bruno.

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Além do idealizador do projeto, participam também professores, estudantes da área da saúde (técnico em análises clínicas e técnico em enfermagem da Escola Técnica Estadual), lideranças comunitárias e familiares das crianças atendidas em parceria com instituições locais. O apoio financeiro dos materiais para realização dos exames parasitológicos é da unidade de Cáceres “Professor Adriano Silva”.

A primeira etapa do projeto recebeu apoio da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e do Laboratório de Biologia Parasitária (Labpar), assim como a Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria Municipal de Saúde, que ofereceram suporte institucional, fornecimento de medicamentos e acompanhamento técnico. Com o início da segunda fase, o projeto segue com apoio da Prefeitura Municipal de Cáceres.

Segundo o professor Bruno, a Escola Técnica Estadual assumiu um papel de destaque ao articular essas parcerias e ampliar o alcance das ações, levando assistência em saúde de qualidade às famílias da comunidade do Jardim das Oliveiras, onde está localizada a escola parceira.

“Este projeto mostrou, de forma clara, a necessidade de investir em estratégias de comunicação e engajamento que envolvam não apenas os alunos, mas também seus familiares. Ao mesmo tempo, comprovou que ações colaborativas e interdisciplinares são capazes de gerar impactos significativos e duradouros, mesmo diante de limitações e desafios”, completou o professor.

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O início oficial ocorreu em 14 agosto com a primeira reunião realizada para esclarecimentos junto aos pais. No dia 26, será feita a entrega dos kits de apoio e as demais atividades educativas, tais como avaliações de saúde e devolutivas estão previstas para setembro, conforme os laudos ficarem prontos.

Para mais informações entre em contato com a unidade escolar através do e-mail, [email protected]. Ou pelo instagram @etecaceres.

*Com supervisão de Téo Meneses.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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