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Programa Mulheres Mil transforma vidas e resgata sonhos em Mato Grosso

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“Hoje eu digo que me sinto uma Mulher Mil”. A frase de Maria Divina Novaes dos Santos Araújo, mãe de três filhos, ecoa como síntese do impacto que a educação profissional pode ter na vida de mulheres historicamente excluídas do acesso à escola, ao trabalho digno e à autonomia financeira. Assim como ela, outras centenas de mato-grossenses tiveram a oportunidade de recomeçar seus caminhos por meio do Programa Mulheres Mil, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).

No primeiro ciclo de formações, realizado em 2024, Maria Divina descobriu seu potencial como vendedora e aprendeu que nunca mais precisaria abaixar a cabeça diante das dificuldades.

“O curso me ajudou a ser forte. Se antes eu tinha medo, hoje eu digo: eu posso, eu vou e eu consigo”, afirma. Agora, de volta ao programa no segundo ciclo, ela decidiu se preparar para atuar como cuidadora de idosos. “Sempre tive respeito e carinho pelos nossos patriarcas. É um sonho poder um dia cuidar deles com amor”.

A história de Maria Divina se conecta com a de Aline de Lima, 35 anos, também mãe de três filhos, que enfrentou problemas de saúde e dificuldades financeiras antes de entrar no programa. No Ciclo 1, ela aprendeu sobre empreendedorismo; no Ciclo 2, encontrou no curso de manicure e pedicure a possibilidade concreta de voltar ao mercado de trabalho.

“Não é só um curso, é um ciclo da vida. Eleva a autoestima das mulheres, dá direção, abre portas. É aprender algo para levar para sempre, para colocar em prática no dia a dia e conquistar independência. Foi a chance de sonhar de novo”, completa Aline.

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Para Maria Aparecida da Silva, o Mulheres Mil foi um divisor de águas. “Entrei no primeiro ciclo como gata borralheira e saí como Cinderela”, conta. No curso de microempreendedora, descobriu que podia ir além.

Como aluna do segundo ciclo em manicure e pedicure, Maria Aparecida sonha em abrir sua própria loja de artesanato. “As aulas, as palestras, o carinho dos professores… tudo isso transforma a gente. A formatura do primeiro ciclo do programa foi um marco, eu me senti princesa na passarela”.

Essas três vozes se somam a tantas outras espalhadas por oito municípios de Mato Grosso, onde o Mulheres Mil vem se consolidando como política pública de inclusão, profissionalização e geração de renda.

Mais que certificados, o programa devolve dignidade e projeta futuros: mulheres que antes viviam em situação de vulnerabilidade agora enxergam novas possibilidades para si e para suas famílias.

A coordenadora pedagógica da iniciativa, Bruna Figueiredo, afirmou nesta quinta-feira (21.8) que o programa respeita as trajetórias individuais e as vocações locais. “Formar mulheres é transformar futuros. A educação profissional, quando acessível e sensível à realidade de cada grupo social, torna-se uma ferramenta poderosa de emancipação”.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec Benitez, destaca que o Mulheres Mil representa inovação social em Mato Grosso. “Vai além da qualificação profissional. Ele transforma realidades, impacta não só as alunas, mas também suas famílias e comunidades. É uma política pública comprometida em enfrentar desigualdades de gênero, sociais e raciais”.

Enquanto as turmas do Ciclo 2 seguem em andamento em 2025, histórias como as de Maria Divina, Aline e Maria Aparecida mostram que a educação é capaz de reverter trajetórias marcadas por dor, exclusão e invisibilidade. Cada certificado entregue carrega junto um recomeço possível. E é isso que faz com que tantas mulheres, ao olharem para si mesmas, digam com firmeza: “Eu sou uma Mulher Mil”.

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Programa em números

Em Mato Grosso, o Programa Mulheres Mil já certificou 228 mulheres no primeiro ciclo, em 2024, com cursos de vendedora, assistente administrativa e microempreendedora individual. As formações aconteceram em oito municípios: Água Boa, Barra do Garças, Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra. Essas certificações abriram as portas para que alunas pudessem dar os primeiros passos no empreendedorismo e no mercado de trabalho.

Agora, em 2025, o programa iniciou o segundo ciclo, com 325 novas vagas em qualificações mais específicas, como manicure e pedicure, cuidadora de idosos, cuidadora infantil, assistente de tesouraria e trabalhadora doméstica. Além do conteúdo técnico, as participantes contam com ajuda de custo de até R$ 320 e, em alguns casos, kits profissionais completos, como é o caso do curso de manicure, em que o material entregue já garante condições para iniciar atendimentos.

Executado pela Seciteci em parceria com prefeituras e instituições locais, o Mulheres Mil recebe investimento de R$ 1,3 milhão do Governo Federal. A proposta vai além da certificação: é oferecer cursos alinhados às vocações de cada território, valorizando saberes femininos e respeitando as trajetórias de vida das participantes.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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