Um homem envolvido em crimes de corrupção ativa, falsa identidade e direção perigosa foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (25.8), em ação realizada pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá. O suspeito também era considerado foragido da Justiça de Goiás, e tinha mandado de prisão em aberto por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
A prisão do suspeito ocorreu após ele colidir na traseira de uma viatura da Derf na Avenida Beira Rio. Ao ser abordado, o condutor demonstrou nervosismo, afirmando não possuir habilitação, além de informar nome diverso de sua verdadeira identidade.
Durante o deslocamento até a delegacia, o suspeito tentou oferecer vantagem indevida a um investigador, pedindo que “conversasse com os colegas” para evitar sua apresentação à autoridade policial. A tentativa de corrupção foi prontamente recusada pelo servidor, que seguiu com os procedimentos legais.
Na unidade policial, após checagens em sistemas de segurança e reconhecimento facial, a equipe da Derf identificou o verdadeiro nome do suspeito e verificou que havia contra ele um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Goiás, no contexto da Operação Broker Phantom. A operação, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás, investiga uma organização criminosa com atuação nacional, especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.
Ainda na delegacia, o suspeito tentou destruir o próprio aparelho celular, arremessando-o ao solo e golpeando-o contra a bancada, em clara tentativa de impedir o acesso a eventuais provas armazenadas no dispositivo.
Diante dos fatos, o delegado responsável pela prisão, Hugo Abdon, autuou o suspeito em flagrante pelos crimes de corrupção ativa, falsa identidade e direção de veículo automotor sem habilitação, gerando perigo de dano. Também foi representada a prisão preventiva do suspeito, que permanecerá custodiado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30.4), a Operação Rede Difusa para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular uma rede de distribuição de entorpecentes, pulverizada em pontos de comercialização em diversos bairros de Cuiabá.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), identificou a existência de uma estrutura criminosa caracterizada pela atuação pulverizada, com pequenos núcleos independentes de venda de drogas. Embora de baixa complexidade individual, os pontos formavam uma rede difusa de abastecimento e distribuição de entorpecentes na capital.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho, o cumprimento das ordens judiciais busca não apenas a responsabilização dos investigados, mas também a apreensão de substâncias ilícitas, valores oriundos da atividade criminosa e outros objetos relacionados ao tráfico de drogas.
“A operação busca o enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas, sobretudo às estruturas que, mesmo de pequeno porte, contribuem significativamente para a disseminação da criminalidade, como ocorrências de furtos, roubos e homicídios, e seus reflexos sociais”, disse o delegado.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal dos integrantes da rede.
Rede Difusa
O nome da operação faz referência à forma de atuação do grupo investigado, que operava de maneira descentralizada, espalhando pontos de venda em diferentes regiões da cidade, dificultando a repressão estatal e ampliando o alcance da distribuição de entorpecentes.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência).
A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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