VÁRZEA GRANDE

Atletas dos polos Futebol do Programa VG Mais Esporte estreiam na Taça das Favelas  

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‘Peneirada’ selecionou atletas para compor a equipe masculina. Adversário será conhecido após congresso técnico

Nesse final de semana (30), os garotos nascidos em 2008 do Programa VG Mais Esporte – Futebol, que é uma iniciativa da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), irão representar Várzea Grande na Taça das Favelas.

Quem vai levar o nome do Município é a Favela Canelas, que deverá ter seu adversário definido no congresso técnico desta terça-feira (26) e na próxima sexta-feira (29), participar do lançamento oficial do certame edição de Mato Grosso. Os jogos serão realizados no campo da Escola Estadual Liceu Cuiabano, em Cuiabá.

No domingo (24), foi realizada uma ‘peneirada’ para selecionar jogadores entre 16 e 17 anos para compor o elenco masculino. A peneira ocorreu no miniestádio Hélio Leite de Oliveira, no bairro Mapim, sob os olhos clínicos do professor e técnico Giordany Moreira, e com a presença do superintendente de Esporte e Lazer, Edmilson Piranha.

“Estamos selecionando vários garotos, de 15, 16 até 17 anos, dando todo apoio para que Várzea Grande seja bem representada na Taça das Favelas. Vamos fazer um trabalho para que esses meninos tenham a melhor estrutura e que tragam a vitória para nosso Município”, enfatizou Edmilson Piranha.

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TAÇA DAS FAVELAS 2025 – Já começou o maior torneio de futebol entre comunidades do estado mato-grossense. Nesta edição, serão 16 seleções masculinas, com atletas entre 14 e 17 anos, e oito seleções femininas, a partir dos 14 anos. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site www.tacadasfavelasmt.com.br .

O torneio começa com a fase de peneiras, seletivas realizadas diretamente nas favelas participantes. Essa etapa mobiliza milhares de jovens que sonham em vestir a camisa do time de sua comunidade. Após a formação das seleções, os jogos seguem em formato eliminatório, até a grande final. As partidas acontecem em estádios, campos comunitários e arenas parceiras do projeto, sempre com arquibancadas cheias.

Mais do que revelar talentos para o futebol, a Taça das Favelas promove inclusão social e fortalece o orgulho das comunidades.

A Taça das Favelas é uma realização da Secretaria de Estado, Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (SECEL-MT), CUFA-MT e Associação de Desenvolvimento Social das Favelas, com promoção da TV Centro América e parcerias do Liceu Cuiabano, Em Cena Escola de Artes de Cuiabá e 9 Atos Cultura e Entretenimento.

ESPORTE E BEM-ESTAR – Uma iniciativa da Superintendência de Esporte e Lazer da SMECEL de Várzea Grande, com o objetivo de promover o esporte e o bem-estar para crianças, jovens, adultos e idosos.

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São oferecidos de forma gratuita o acesso ao esporte e lazer, promovendo saúde e integração para a comunidade. São 35 polos e futuramente serão abertos outros locais do programa nos bairros de Várzea Grande.

A iniciação esportiva é formada por cinco polos de futsal, sete de futebol, três de voleibol, dois de basquetebol, um de handebol, dois de atletismo, um de lutas olímpicas, três de lutas (judô, jiu-jitsu e karatê), um de vôlei de areia e sete polos de atendimento de Bem-Estar para adultos e idosos.

INVESTIMENTOS – A Prefeitura e a SMECEL entregaram no primeiro semestre um micro-ônibus para o transporte de atletas várzea-grandenses, com 42 lugares, além de uniformes completos, para jogos, passeio e agasalho. A atual gestão, por meio da Superintendência de Esporte e Lazer, também incentiva a prática esportiva entre crianças, adolescentes, como também outras atividades para adultos e terceira idade e paratletas, por meio do Programa VG Mais Esporte e Bem-Estar, que está presente em mais de 30 bairros da cidade.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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VÁRZEA GRANDE

Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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