AGRONEGÓCIO

Castanhal abre a 56ª Expofac com expectativa de ampliar negócios

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A cidade de Castanhal (cerca de 75 km da capital, Belém) no Pará, recebe a partir deste sábado (30.08) a 56ª Expofac – Exposição e Feira Agropecuária, que segue até 7 de setembro no Parque de Exposições Pedro Coelho da Mota.

Reconhecida como a principal feira agropecuária do Pará, a Expofac deve reunir milhares de visitantes em uma programação que combina negócios, exposições de animais, tecnologia agrícola, gastronomia e atrações culturais.

Nos últimos anos, a feira consolidou-se como vitrine de oportunidades para produtores e empresas do setor. No ano passado, esse número chegou a aproximadamente R$ 30 milhões, resultado que fortaleceu a confiança dos organizadores e amplia as projeções para a edição deste ano.

A expectativa é que a Expofac 2025 supere os números anteriores, impulsionada pelo crescimento da participação de expositores e pela maior diversidade de atividades comerciais. Para os produtores, o evento é visto como espaço estratégico para fechar parcerias, acompanhar inovações tecnológicas e expandir mercados, em especial em um cenário de maior demanda por modernização da produção rural.

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Além da movimentação econômica, a feira cumpre papel social e cultural, reunindo famílias e aproximando o público urbano das realidades do campo. Ao longo da semana, o espaço será palco de negócios, debates e entretenimento, reforçando o peso do agronegócio na economia paraense e consolidando Castanhal como polo de referência no setor.

Serviço – Expofac 2025

  • Evento: 56ª Exposição e Feira Agropecuária de Castanhal (Expofac)

  • Data: 30 de agosto a 7 de setembro de 2025

  • Local: Parque de Exposições Pedro Coelho da Mota, Castanhal (PA)

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Crédito ao agro pode atingir R$ 652 bilhões, mas esbarra em limites fiscais

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As negociações para o Plano Safra 2026/27 avançam em meio a discussões sobre o espaço fiscal disponível para subsidiar o crédito rural. A proposta em análise pelo governo prevê ampliar em cerca de 10% os recursos destinados ao financiamento da agropecuária, elevando o montante total para R$ 652 bilhões, além de reduzir em até dois pontos percentuais as taxas de juros para médios e grandes produtores.

Os números ainda estão em discussão entre os ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário e podem sofrer alterações antes do anúncio oficial, previsto para o início de julho. A principal incógnita é a capacidade do Tesouro Nacional de suportar os custos da equalização dos juros em um cenário de restrições orçamentárias.

Na safra atual, foram disponibilizados R$ 594,4 bilhões para pequenos, médios e grandes produtores. Desse total, R$ 516,2 bilhões foram destinados à agricultura empresarial. A proposta em análise é elevar esse montante para perto de R$ 570 bilhões na temporada 2026/27.

A discussão sobre os juros é considerada o ponto mais sensível das negociações. Caso a proposta seja integralmente atendida, as taxas para médios e grandes produtores poderão cair para cerca de 8% ao ano nas operações de custeio e para até 6,5% em algumas linhas de investimento. Na safra 2025/26, as taxas variaram entre 10% e 14% nas linhas de custeio da agricultura empresarial.

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A possibilidade de redução das taxas depende do início do ciclo de queda da Selic e do espaço fiscal disponível para a equalização dos juros. O mecanismo é utilizado pelo governo para cobrir a diferença entre o custo de captação das instituições financeiras e a taxa efetivamente paga pelos produtores.

Outra frente das negociações envolve os limites para os spreads bancários. A equipe econômica decidiu manter tetos para o custo administrativo e tributário cobrado pelas instituições financeiras nas operações com recursos equalizados. A medida busca evitar aumento excessivo do custo final do crédito e reduzir a pressão sobre os gastos públicos com subsídios.

No custeio empresarial, por exemplo, o limite para o spread foi fixado em 4,7% ao ano. Quanto maior esse percentual, maior tende a ser o desembolso da União para sustentar as taxas subsidiadas.

A estratégia ocorre em um momento em que instrumentos privados de financiamento ganham espaço no campo. Entre julho de 2025 e maio de 2026, as operações realizadas por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs) e recursos livres movimentaram cerca de R$ 170 bilhões. Os títulos privados passaram a integrar os números do Plano Safra recentemente e vêm compensando parte da retração observada nas linhas tradicionais de crédito.

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Na agricultura familiar, a expectativa é de manutenção das taxas de juros entre 2% e 6% ao ano. O volume de recursos para o segmento poderá chegar a R$ 82 bilhões, alta de cerca de 5% em relação aos R$ 78,2 bilhões disponibilizados na temporada atual.

Os desembolsos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) indicam forte demanda pelos recursos. Até maio, os produtores familiares haviam contratado R$ 60,9 bilhões, o equivalente a quase 80% do total disponível para a safra em curso.

A definição do Plano Safra 2026/27 ocorre em um ambiente de custos financeiros ainda elevados e de crescente demanda por recursos para sustentar a expansão da produção agrícola. O desafio do governo será ampliar a oferta de crédito e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio das contas públicas em um cenário de restrições fiscais.

A expectativa é que os números finais sejam anunciados no início de julho, quando também deverão ser definidos os volumes de recursos e as taxas de juros para a agricultura empresarial e para os programas voltados à agricultura familiar.

Fonte: Pensar Agro

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