Estudantes do 2º ano do Ensino Médio de 12 escolas públicas estaduais localizadas ao longo da BR-163 vão participar do Projeto Piloto Condutores do Amanhã, entre setembro e novembro de 2025. A iniciativa é fruto da parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), a Nova Rota do Oeste e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O lançamento oficial ocorre no dia 3 de setembro, às 9h, na Escola Estadual Professora Elizabeth Maria Bastos Mineiro, em Várzea Grande. O evento reunirá professores, estudantes e gestores, quando serão entregues os primeiros kits do projeto.
O objetivo da ação é formar jovens mais conscientes, responsáveis e preparados para o trânsito, ao mesmo tempo em que promove protagonismo juvenil, engajamento comunitário e práticas sustentáveis. O projeto também prevê a implantação do Índice de Desenvolvimento da Educação para o Trânsito (IDET), pioneiro em âmbito estadual.
De acordo com a Seduc, cerca de 700 estudantes estarão envolvidos diretamente, com campanhas educativas, vídeos, hackathons, oficinas práticas e atividades digitais. A metodologia inclui simuladores de direção, formações híbridas de professores tutores, provas, redações e campanhas de engajamento comunitário.
Além da capacitação, haverá premiações para os melhores alunos, que poderão receber troféus, medalhas, viagens educacionais para Curitiba e até o custeio da primeira habilitação (categorias A ou B). Professores e escolas também serão contemplados, reforçando a integração entre comunidade escolar, segurança viária e cidadania.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destaca que o projeto vai muito além de ensinar regras de trânsito.
“Estamos falando de cidadania, de preparar uma geração de jovens que terão mais consciência do seu papel social. O protagonismo juvenil é a chave para um trânsito mais humano e seguro”, avalia.
Para ele, o Condutores do Amanhã representa um marco na história da educação pública de Mato Grosso. “É um programa pioneiro, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, que mostra como a escola pode transformar realidades e salvar vidas. Quando o estudante entende seu papel, ele se torna um agente de mudança, não apenas um futuro condutor”, afirmou.
A iniciativa, de caráter replicável, consolida-se como referência na integração entre educação, segurança viária e desenvolvimento sustentável, contribuindo para a formação de jovens líderes conscientes e preparados para os desafios da vida em sociedade.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reuniu, nesta terça e quarta-feira (9 e 10.6), mais de 200 participantes na Oficina do Planejamento Regional Integrado (PRI), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, com o objetivo de construir de forma participativa a proposta para a organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS) nas macrorregiões do Estado.
O evento foi realizado em parceria com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Ministério da Saúde. Participaram das discussões representantes da Secretaria, dos Escritórios Regionais de Saúde (ERS), dos municípios, e das demais instituições.
“Se nós não tivermos a nossa rede organizada, regionalizada, pensando em um atendimento integral, a linha de cuidado do paciente, não adianta ter o melhor hospital do país porque esse atendimento não vai chegar em quem precisa, que é o usuário do SUS [Sistema Único de Saúde]”, afirmou a secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi.
O presidente do Cosems-MT, Marco Felipe, destacou que o tema tem sido discutido há muitos anos e precisa realmente ser tirado do papel e colocado em prática. “Eu tenho certeza que daqui discutiremos várias formas. As melhores cabeças pensantes na área de Mato Grosso em saúde estão aqui reunidas, então isso é o mais importante”, disse.
Conforme a chefe do Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados (Nger) da SES, Claudete de Souza, a oficina materializou o compromisso de todos os participantes pelo fortalecimento do SUS com a construção de soluções integradas para os desafios da saúde.
“Ao longo desses dois dias, tivemos a oportunidade de compartilhar experiências, conhecimento, perspectivas, buscando construir de forma participativa propostas para a organização da rede de atenção à saúde nas macrorregiões de Mato Grosso, fortalecendo a governança regional e contribuindo para a elaboração dos planos regionais nas macrorregiões de saúde”, avaliou.
A assessora técnica do Conass Tereza Cristina Amaral falou sobre o “Planejamento Regional Integrado no Fortalecimento da Regionalização do SUS”. A técnica do Nger Glória Maria Melo palestrou sobre a “Trajetória do PRI/MT e os Objetivos da Fase IV”.
Regiane Mendonça, também do Nger, tratou sobre o “Panorama da Rede de Atenção à Saúde nas Macrorregiões”. A servidora da SES Eugênia Callejas abordou os “Fundamentos Conceituais para Organização da Rede de Atenção à Saúde”. Também houve debate sobre a Rede materno-infantil e a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).
Nesta quarta-feira, foi realizada uma análise da capacidade instalada da Rede de Atenção à Saúde, com aplicação no contexto macrorregional. Os participantes criaram um instrumento para o cálculo da capacidade instalada, com aplicação prática.
Ao fim da oficina, os profissionais fizeram um documento com as prioridades estratégicas para a organização da RAS, com os principais desafios identificados, agendas prioritárias da Fase IV do Planejamento Regional Integrado, e temas orientadores da programação macrorregional.
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