AGRONEGÓCIO

EUA retiram tarifa sobre celulose brasileira e abrem brecha para café e carnes

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Os Estados Unidos deram mais um passo atrás no “tarifaço” ao retirar, nesta semana, a cobrança sobre produtos de celulose. A medida tem impacto direto sobre um setor que responde por 19,1 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil em 2024, das quais cerca de 2,8 milhões foram destinadas ao mercado americano, equivalente a quase 80% do consumo local. Matéria-prima essencial para a produção de papel, papel higiênico, fraldas e embalagens, a celulose brasileira garante competitividade às indústrias dos EUA e sua liberação tarifária representa um alívio bilionário para o comércio entre os dois países.

Com a mudança, itens como a polpa química de coníferas e não coníferas deixam de pagar não apenas os 40% extras anunciados em julho, mas também a alíquota de 10% aplicada desde abril. O gesto sinaliza que produtos sem substituto doméstico relevante nos Estados Unidos tendem a ser os primeiros beneficiados.

Nesse cenário, o café desponta como próximo candidato a isenção, já que é totalmente importado pelos americanos. No caso da carne, o avanço é mais incerto devido à pressão do setor pecuário local, embora o consumidor esteja arcando com preços recordes nas gôndolas.

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Para o Brasil, a decisão abre espaço para recuperar competitividade após meses de perda de mercado com as sobretaxas. O café e as carnes somam bilhões de dólares na balança comercial, e qualquer flexibilização pode devolver margens a produtores e exportadores. Ao mesmo tempo, a defesa apresentada em Washington contra acusações de práticas desleais segue em análise e não há prazo para uma decisão. Esse contencioso pode influenciar o ritmo das revisões.

Exportadores acompanham cada sinal vindo de Washington. No café, a alta demanda americana e a ausência de produção local são fatores que pesam pela revisão. Já no caso da carne, a negociação tende a ser mais longa, envolvendo embates políticos e lobby interno nos Estados Unidos. O fato é que a retirada das tarifas sobre a celulose mostra que o “tarifaço” de Trump não é irreversível e que há espaço para novos recuos à medida que o custo começa a pesar no bolso do consumidor americano.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

IBGE revisa safra e reforça posição entre os maiores produtores do país

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elevou em 261,1 mil toneladas a estimativa para a produção agrícola do Paraná em 2026, colocando o estado entre os três maiores ajustes positivos do país no mês de maio. Com a revisão, o Paraná mantém a posição de segundo maior produtor brasileiro de cereais, leguminosas e oleaginosas, respondendo por 13,6% da safra nacional.

A nova projeção acompanha o cenário favorável da agricultura brasileira. Segundo o IBGE, o país deverá colher 350,4 milhões de toneladas de grãos em 2026, um dos maiores volumes da série histórica. Apenas Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tiveram acréscimos superiores ao registrado pelo Paraná na comparação com o levantamento anterior.

A soja segue como principal cultura do estado, com produção estimada em 22 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao obtido em 2025. Já o milho de segunda safra, principal aposta dos produtores nesta temporada, teve a projeção elevada para 17,5 milhões de toneladas e representa cerca de 16% da produção nacional da safrinha.

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Nas culturas de inverno, o Paraná continua liderando com folga a produção brasileira de cevada. A colheita está estimada em 552,6 mil toneladas, o equivalente a mais de 80% da produção nacional. A aveia também apresentou revisão positiva e deverá alcançar 256,5 mil toneladas, mantendo o estado entre os principais produtores do país.

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio paranaense, sustentado pela diversificação das culturas e pelo elevado nível tecnológico das propriedades. Ao lado do Rio Grande do Sul, o Paraná é um dos pilares da produção agrícola da Região Sul, que responde por mais de um quarto da safra brasileira de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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