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Corpo de Bombeiros simula operação em complexo frigorífico de Várzea Grande

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na manhã desta terça-feira (16.9), um simulado operacional no complexo frigorífico da Marfrig, em Várzea Grande. A ação teve como objetivo treinar as equipes para situações de urgência e emergência, aperfeiçoando os protocolos de resposta a diferentes tipos de ocorrência.

A simulação reproduziu um cenário de princípio de incêndio na parte interna do complexo, na entrada, com uma vítima fictícia. A operação envolveu desde o acionamento das equipes do 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM), evacuação dos funcionários, atendimento pré-hospitalar à vítima e combate ao incêndio.

Durante o simulado, também foi utilizado um drone operacional adquirido pela corporação, o que possibilitou uma avaliação aérea da ocorrência, contribuindo para a agilidade e a precisão das ações. Ao todo, foram empregadas três viaturas operacionais, além daquelas que prestaram apoio.

O comandante do 2º BBM, tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza, explicou que a atividade integra um plano estratégico de capacitação voltado para operações em empresas de grande porte, com a intenção de garantir que os militares estejam mais preparados, com os procedimentos específicos de resposta em ambientes complexos. A planta da Marfrig possui cerca de 5 mil funcionários, sendo o maior complexo frigorífico da América do Sul.

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“O objetivo do exercício foi testar e aprimorar os conhecimentos relacionados ao combate a incêndio e à evacuação de vítimas. Para isso, mobilizamos toda a equipe, incluindo a de combate a incêndio urbano e a unidade de resgate. Também utilizamos o drone de combate a incêndio para demonstrar a eficiência desse equipamento no enfrentamento de ocorrências urbanas. Ter a oportunidade de atuar em uma empresa desse porte nos possibilita testar e aprimorar nossas técnicas, mantendo a prontidão das guarnições para situações reais”, explicou.

O coordenador de Segurança do Trabalho da Marfrig, Magno do Santos Silveira, destacou a importância da parceria com a corporação, especialmente durante a Semana Global de Prevenção de Acidentes do Trabalho, promovida pela empresa. Essas ações, segundo ele, têm como finalidade capacitar os colaboradores para que saibam como prevenir e também reagir em situações reais de emergência.

“Simulamos um cenário de incêndio para treinar nossa equipe e também atuar em conjunto com o Corpo de Bombeiros, avaliando o tempo de resposta e a efetividade da ação. Essa parceria é de extrema importância para nós e vem se fortalecendo a cada ano, graças ao trabalho iniciado lá no começo, quando a Marfrig assumiu esta planta”, destacou.

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Já o gerente de Manutenção do Complexo de Várzea Grande, Ademar Soares, também reforçou a relevância da iniciativa, não apenas para aumentar a segurança da empresa e dos colaboradores, mas também para promover melhorias nos processos internos.

“Vimos nessa ação uma oportunidade de torná-la mais prática, permitindo que as pessoas vivenciem a experiência e assimilem melhor no dia a dia. Além disso, buscamos evoluir como fábrica: cronometramos o tempo de resposta, o que nos ajuda a identificar pontos de melhoria. Assim como somos responsáveis por vidas aqui dentro, os bombeiros também demonstram prontidão para qualquer eventualidade. Temos uma grande admiração por esse trabalho, e tudo o que pudermos fazer para melhorar nessa área, estaremos sempre dispostos”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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