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Seduc leva Giro pelas Escolas a Matupá e fortalece parceria com 7 municípios da região

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) iniciou a oitava etapa do programa “Giro pelas Escolas MT”, que chegou ao Polo Regional de Matupá, nessa quarta-feira (17.9) e seguirá até sexta-feira.

Nesta etapa, a programação contempla reuniões de trabalho com gestores escolares, coordenadores pedagógicos, secretários escolares, professores e a comunidade estudantil. Além disso, estão programadas reuniões e visitas a 12 escolas estaduais e municipais de Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã do Norte.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, também participa de momento cívico na Escola Estadual Cívico Militar Albert Einstein e da abertura do Projeto SAEB Altas Horas, na Escola Estadual União, em Matupá.

O secretário destacou que a equipe da Seduc vai ouvir demandas da educação e reforçar a parceria com os municípios por meio do Regime de Colaboração. “Questões como alfabetização, transporte escolar e o projeto Muxirum estão na pauta”, destacou Alan Porto.

Segundo ele, o projeto Giro pelas Escolas cria um espaço de diálogo e compartilhamento de experiências para enfrentar desafios comuns. “A parceria entre rede estadual e municipal é estratégica para otimizar recursos, ampliar resultados e fortalecer a qualidade do ensino”, afirmou.

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De acordo com o secretário, a escuta ativa é uma das prioridades do Giro. Ao ouvir diretamente quem vive a rotina das salas de aula, a Seduc busca identificar obstáculos reais e construir soluções de forma conjunta, fortalecendo o sentimento de pertencimento dos educadores e garantindo que as políticas públicas sejam mais efetivas.

“Essa aproximação também contribui para o reconhecimento e valorização dos profissionais da educação, que passam a se sentir parte das decisões estratégicas”, completa ele.

A participação dos estudantes é outro ponto central do Giro pelas Escolas. Ao abrir espaço para que os alunos expressem suas necessidades, expectativas e ideias, a Seduc promove o protagonismo juvenil e coleta informações essenciais para ajustar projetos pedagógicos, melhorar a infraestrutura e criar estratégias de engajamento.

“Ouvir a comunidade escolar, de forma qualificada, é fundamental para garantir que os investimentos cheguem onde mais fazem diferença, no ensino e na aprendizagem, além do bem-estar dos estudantes e servidores da educação”, conclui Alan Porto.

O polo Regional de Matupá engloba os municípios de Guarantã do Norte, Marcelândia, Nova Guarita, Novo Mundo, Peixoto de Azevedo e Terra Nova do Norte. A DRE responde por 27 escolas estaduais, sendo 6 indígenas, 1 militar, 3 cívico-militares, 3 do campo e 14 unidades urbanas. Nos sete municípios da região, a rede estadual conta com quase 12 mil estudantes matriculados.

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A ação prevê visitas às 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs) de Mato Grosso em 2025, com o objetivo de alinhar estratégias do ano letivo, ouvir gestores, professores e coordenadores pedagógicos, além de discutir o Saeb 2025 (Sistema de Avaliação da Educação Básica).

Antes de Matupá, o Giro já passou por Barra do Garças, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, Rondonópolis, Confresa, Alta Floresta e Juína. As próximas etapas ocorrerão em Sinop, Diamantino, Primavera do Leste, Cáceres e na Direção Metropolitana de Educação, em Cuiabá.

Fonte: Governo MT – MT

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Polícia Civil mira grupo familiar envolvido na divulgação de jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23.4), a Operação Aposta Perdida, para cumprir 34 ordens judiciais contra um grupo criminoso composto por membros de uma mesma família, investigado por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.

As ordens judiciais incluem sete mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro cautelares de apreensão de passaporte e 10 bloqueios de contas físicas e jurídicas no valor de R$ 10 milhões. Todas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.

A investigação, conduzida por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), com apoio da Diretoria de Inteligência, identificou um esquema estruturado de obtenção de valores ilícitos por meio da divulgação e intermediação de plataformas ilegais de apostas, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”, que são consideradas ilegais por não estarem regulamentadas no país.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, além do município de Itapema, no Estado de Santa Catarina. Entre os principais alvos estão integrantes de um mesmo núcleo familiar, além de pessoas jurídicas ligadas ao grupo, que seriam utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos.

A operação tem como objetivo desarticular o esquema criminoso, interromper a circulação de valores ilícitos e aprofundar a coleta de provas, contribuindo para a responsabilização dos envolvidos.

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Jogos digitais e lavagem de dinheiro

Os elementos apurados apontaram que os investigados utilizavam redes sociais para promover os jogos, atraindo participantes com promessas de ganhos fáceis e elevados. O modelo de funcionamento apresentava características típicas de pirâmide financeira, em que os rendimentos dependiam da entrada de novos usuários.

Apontado como principal articulador do esquema, o alvo principal exercia papel central na movimentação financeira e na ocultação dos valores ilícitos ganhos com a divulgação dos jogos de azar, utilizando empresas e bens de alto valor para dar aparência de legalidade aos recursos.

As investigações também apontaram que os valores obtidos eram dissimulados por meio de empresas, movimentações financeiras fracionadas e aquisição de bens de alto valor, incluindo imóveis de luxo, veículos importados, como BMW, Land Rover e Porsche, e outros patrimônios incompatíveis com a renda declarada.

Há indícios ainda de uso de “laranjas” e empresas de fachada, bem como transações simuladas para dificultar o rastreamento financeiro. Relatórios técnicos produzidos ao longo da investigação evidenciaram movimentações milionárias, divergências fiscais e vínculos com outras pessoas investigadas por crimes semelhantes, além de conexões com plataformas e contatos internacionais associados a fraudes digitais.

Influencers

As investigações também apontaram o papel central da esposa e da cunhada do principal investigado, que atuavam como influenciadoras digitais no esquema criminoso e utilizavam suas redes sociais para promover plataformas ilegais de apostas, atraindo seguidores com promessas de ganhos fáceis e elevados.

Por meio de postagens frequentes, ostentação de resultados e divulgação de links para acesso aos jogos, as investigadas ampliavam o alcance das plataformas, muitas vezes utilizando contas demonstrativas para simular lucros. Além de fomentar a adesão de novos usuários, essa atuação contribuía diretamente para a geração de receitas ilícitas, posteriormente inseridas no sistema financeiro por meio de mecanismos de ocultação e dissimulação.

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Vida de alto padrão

O alto padrão de vida ostentado pelos investigados, considerado incompatível com a renda formal declarada, foi um dos pontos que chamou a atenção nas investigações.

Mesmo tendo como atividade econômica empresas de pequeno e médio porte, o grupo adquiriu, em um curto espaço de tempo, imóveis de alto padrão, veículos de luxo, realizou viagens frequentes e passou a ostentar elevado padrão financeiro nas redes sociais, sem lastro econômico lícito que justificasse tais aquisições.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

Fonte: Governo MT – MT

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