A Polícia Civil de Mato Grosso se prepara para participar da Conferência Recupera MT, nos dias 2 e 3 de outubro, em Cuiabá, que reunirá magistrados, promotores, delegados de polícia, entre outros servidores do sistema de justiça de todo país.
Buscando articulação das instituições, o IV Encontro Nacional da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Conferência Recupera MT), será realizado no auditório Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite, na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
O evento promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera), conta com a parceria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça e Escola Superior da Magistratura, Polícia Civil de Mato Grosso e Ministério Público Estadual.
Nos dois dias serão discutidas a recuperação de bens oriundos de atividades ilícitas com foco na descapitalização de organizações criminosas, a ampliação e cooperação entre órgãos federais e estaduais do sistema de justiça e das forças de segurança.
Representando a Polícia Civil mato-grossense, 60 delegados de polícia atuantes na capital e interior do estado participarão da Conferência Recupera MT.
A programação também conta com a presença de dois delegados da instituição, que farão as apresentações no Painel 5 (tema: Confisco Alargado) e Painel 6 (tema: A Problemática da Apreensão de Criptomoedas).
Para o delegado-geral da Polícia Civil, Rodrigo Bastos da Silva, a atuação estratégica da Polícia Civil no combate ao crime organizado passa necessariamente pela recuperação de ativos das organizações criminosas, com a reversão para a própria força de segurança pública.
Conforme o coordenador de Informações Financeiras e Recuperação de Ativos (Cifra), da Polícia Civil, Luiz Henrique Damasceno, a recuperação de ativos é primordial ser discutida pelos Órgãos que compõem o sistema criminal, uma vez que para enfrentar o crime organizado não basta identificar autoria e materializada.
“É necessário descapitalizar e em especial reverter o recurso em investimentos para as forças de segurança pública”, destacou o delegado Luiz Henrique Damasceno.
O trabalho investigativo desenvolvido pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, resultou na condenação do autor do homicídio de uma mulher, de 58 anos, ocorrido em janeiro de 2025, no Residencial Boa Vista.
O réu foi condenado pelo Colendo Conselho de Sentença, durante sessão plenária do Tribunal do Júri realizada nesta terça-feira (9.6), à pena de 20 anos e 3 meses de reclusão pelo crime de homicídio duplamente qualificado.
O crime ocorreu no dia 29 de janeiro de 2025, quando a vítima foi encontrada sem vida no interior de sua residência, apresentando uma extensa lesão na região do pescoço provocada por arma branca. A equipe da DHPP foi acionada imediatamente e iniciou os primeiros levantamentos investigativos no local.
Conforme análise da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a morte ocorreu entre 8 e 12 horas antes da localização do corpo, indicando que o homicídio foi praticado próximo à meia-noite do dia 28 de janeiro.
As diligências investigativas conduzidas pela DHPP permitiram identificar rapidamente o principal suspeito do crime. Durante a apuração, os policiais constataram que o homem de 53 anos esteve na residência da vítima na noite anterior, sendo a última pessoa a manter contato com ela antes de sua morte.
Com base nos elementos reunidos pela investigação, a equipe policial conseguiu localizar e prender o suspeito em flagrantes poucas horas após a descoberta do crime, garantindo a preservação das provas e o avanço célere da persecução penal.
Segundo a delegada titular da DHPP de Rondonópolis, Karla Cristina Peixoto Ferraz, a condenação representa o desfecho de um trabalho investigativo realizado pela unidade.
“A sentença evidencia o comprometimento da Polícia Civil na elucidação de crimes contra a vida e na responsabilização de seus autores, reafirmando o compromisso com a busca pela verdade dos fatos, a produção de provas qualificadas e a promoção da justiça para as vítimas e seus familiares”, destacou a delegada.
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