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Revisão eleitoral atende 44 reeducandos da Cadeia Pública de Jaciara

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Quarenta e quatro reeducandos do sexo masculino da Cadeia Pública de Jaciara (distante 144 km de Cuiabá) foram atendidos em mutirão eleitoral realizado no dia 2 de outubro pelo cartório da 14ª Zona Eleitoral, com sede no município. São presos condenados que tiveram suspensos os direitos políticos e que, portanto, não podem votar nem ser votados. Apesar disso, a revisão eleitoral reflete na manutenção de direitos, como o acesso ao auxílio-reclusão.

Trata-se de um benefício pago apenas aos dependentes do segurado que esteja preso. O valor máximo do benefício é de um salário-mínimo. É uma forma de evitar que os dependentes fiquem desamparados repentinamente, enquanto o segurado — que muitas vezes é o provedor do lar — se encontra recolhido. Com os dados interligados pela plataforma gov.br, as informações eleitorais alimentam a base de dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A chefe do cartório da 14ª Zona Eleitoral, Rosângela Colli Dal Prá, explica que, mesmo não podendo votar, a regularidade da inscrição eleitoral do reeducando precisa estar em dia para a manutenção do direito. Todos os detentos atendidos foram submetidos à revisão eleitoral, procedimento que visa verificar a regularidade de sua inscrição. “Dos 15 atendidos, sete são dos municípios de São Pedro da Cipa, seis de Jaciara e outros dois de Juscimeira. Os demais, eleitores de outras zonas eleitorais, foram atendidos pelo projeto Zona Sem Fronteira. O atendimento ocorreu das 7h45 às 11h45 e das 16h às 16h30. Esse horário foi definido para atender os detentos em regime fechado e semiaberto”, relatou.

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No sistema carcerário brasileiro, apenas pessoas com prisão provisória — que aguardam decisão judicial — têm direito ao voto. Isso significa que presos e presas com condenação criminal transitada em julgado (sem possibilidade de recurso) e pessoas que perderam os direitos políticos não podem votar. Presos provisórios são aqueles sob custódia da Justiça que ainda não tiveram condenação definitiva.

O mutirão eleitoral na Cadeia Pública de Jaciara integra as ações da campanha “Biometria 100%”, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT), que tem como meta ampliar o cadastramento biométrico de eleitores em 2025, atingindo, no mínimo, 98% de cobertura no Estado. Em Jaciara, o índice de cobertura biométrica é um dos melhores de Mato Grosso, com 96,31%. Faltam apenas 400 eleitores para atingir a meta da campanha. O município conta com 20.029 eleitores aptos a votar.

O cartório da 14ª Zona Eleitoral, em Jaciara, está localizado na Rua Carijós, nº 540, Centro, e atende das 7h30 às 13h30.

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Jornalista: Anderson Pinho

#PraTodosVerem – Na imagem, duas servidoras da Justiça Eleitoral realizam atendimento a reeducandos dentro de uma unidade prisional. Elas estão sentadas em mesas com equipamentos de coleta biométrica, como computador, leitor digital e iluminação de anel de luz, enquanto os detentos, vestidos com roupas brancas, passam pelo procedimento de revisão eleitoral. O ambiente é simples, com paredes em tom cinza e divisórias metálicas ao fundo.

Fonte: TRE – MT

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Projeto de jiu-jitsu fortalece protagonismo e identidade cultural de estudantes indígenas em Brasnorte

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A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.

Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.

Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.

De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.

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“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.

Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.

Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

Fonte: Governo MT – MT

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