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Justiça Eleitoral leva na terça (14) e quarta-feira (15) atendimento a servidores públicos da PGE

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Depois dos servidores da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), agora será a vez dos servidores públicos da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) serem atendidos com o mutirão itinerante da Justiça Eleitoral para cadastramento biométrico. Os atendimentos acontecerão na terça-feira (14) e na quarta-feira (15), das 7h30 às 13h, na sede do órgão, localizada na Av. República do Líbano, nº 2258, bairro Despraiado, em Cuiabá.

A ação é resultado de uma parceria entre o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). Levantamento da Justiça Eleitoral no estado constatou que 8,4 mil servidores do Poder Executivo — dentro de um universo de 72,7 mil — ainda não realizaram o cadastramento biométrico, o que corresponde a 11,5% de todo o efetivo estadual. O refinamento dos dados apontou ainda que a maioria está em Cuiabá, totalizando 1.869 eleitores.

De quarta-feira (8) até esta sexta-feira (10), a equipe da Justiça Eleitoral esteve no edifício-sede da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), localizado no Centro Político e Administrativo (CPA), para o atendimento aos servidores públicos. A estrutura foi instalada na Sala Tarumã, no Complexo 1 da Sefaz, onde o atendimento ocorreu das 7h30 às 13h, marcando a primeira ação em prol do cadastramento biométrico de servidores públicos do Poder Executivo.

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A parceria com a Seplag prevê ainda ações voltadas a outros públicos. Já estão em andamento as conversas para a instalação de um posto de atendimento no Comando-Geral da Polícia Militar, com o objetivo de atender os 547 militares da Grande Cuiabá que ainda não realizaram o cadastramento biométrico.

Jornalista: Anderson Pinho

#PraTodosVerem: A imagem mostra a fachada de um prédio moderno, identificado como sede da Procuradoria-Geral do Estado. O edifício é alto, com várias janelas distribuídas em andares, e apresenta uma combinação de cores neutras com detalhes em vermelho e madeira. Em frente, há uma área de entrada coberta, onde se veem motocicletas estacionadas e placas de identificação institucional. Ao fundo, é possível observar parte da cidade, com outros prédios e árvores.

Fonte: TRE – MT

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Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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