A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), com o apoio do Ministério da Saúde, realizou uma oficina para implementação de diretrizes do Plano de Ação para a Eliminação do HIV/Aids no Brasil até 2030. O encontro reuniu mais de 80 participantes no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, nesta terça e quarta-feira (14 e 15.10).
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, a oficina integra o movimento nacional de adesão às diretrizes lançadas pelo Ministério da Saúde, que estabelecem metas e ações articuladas entre União, Estados e municípios, com foco na prevenção, diagnóstico, tratamento e enfrentamento das desigualdades.
“O plano tem como objetivo ampliar o acesso à prevenção e ao diagnóstico, garantir tratamento adequado e adesão terapêutica, eliminar a transmissão vertical [de mãe para filho] e reduzir o estigma e a discriminação associados ao HIV”, destacou.
De acordo com o coordenador-geral de Vigilância do HIV/Aids do Ministério da Saúde, Artur Kalichman, o Brasil assumiu as metas de diagnosticar 95% das pessoas que vivem com o HIV no Brasil, tratar 95% delas e que 95% dessas pessoas em tratamento fiquem com a carga viral indetectável.
“O que é muito bom porque uma pessoa que fica com a carga viral indetectável não evolui para a doença, não fica com Aids e não passa o HIV. Então, o tratamento também funciona como prevenção. Além disso, reduzir em 90% as novas infecções por HIV e em 90% a mortalidade”, informou.
O coordenador disse que é muito importante que esta discussão seja feita nos Estados, pois cada região de saúde, cada Estado e cada município têm suas peculiaridades.
“O Ministério da Saúde está fazendo a oficina em cada Estado para que o território, tanto a Secretaria Estadual de Saúde, o Cosems [Conselho de Secretarias Municipais de Saúde] e os municípios possam, junto com a sociedade civil daquele estado, definir quais são as ações necessárias para se atingir as metas. E as metas também ficam adaptadas para a realidade de cada Estado.”
Para a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da SES, Janaina Pauli, no plano das intervenções, a combinação de estratégias é a mais eficaz: acesso universal ao tratamento antirretroviral, ampliação de ofertas de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Profilaxia Pós-Exposição (PEP) para populações-chave, promoção de testagem regular, políticas de redução de danos para pessoas que usam drogas e prevenção combinada nos territórios.
“Para isso, é imprescindível que as ações de vigilância andem juntas com a atenção à saúde, com assistência social e com estratégias intersetoriais em educação, representantes da sociedade civil, direitos humanos e especialistas para discutir e alinhar estratégias voltadas à eliminação da Aids e da transmissão do HIV no país”, acrescentou Janaina.
Conforme a coordenadora, a eliminação do HIV/Aids enquanto problema de saúde pública é uma meta ambiciosa, mas perfeitamente alinhada às diretrizes nacionais de saúde.
“Para transformar metas em resultados, precisamos de planejamento operacional robusto, integração entre esferas de governo, participação social ativa e, sobretudo, respeito aos direitos humanos e à dignidade das pessoas vivendo com HIV ou em situação de vulnerabilidade”, concluiu.
A oficina em Mato Grosso marca um passo estratégico na regionalização das ações, fortalecendo a integração entre os níveis de gestão e o compromisso com uma resposta humanizada, equitativa e baseada em evidências científicas.
A Polícia Civil, em uma ação integrada com a Polícia Militar, prendeu três pessoas em flagrante, na manhã desta quinta-feira (23.04), por envolvimento em um roubo contra idosos, ocorrido em Pedra Preta, em que as vítimas foram mantidas em cárcere privado por várias horas.
As diligências tiveram início após as Polícias Civil e Militar serem acionadas com a informação de que havia ocorrido um roubo na região do Assentamento Banco da Terra, em Pedra Preta, em que as vítimas foram mantidas em cárcere privado.
Diante da gravidade da ocorrência, equipes da Delegacia de Pedra Preta e da Polícia Militar deslocaram-se imediatamente ao local e, na manhã desta quinta-feira (23.04), localizaram dois homens, de 18 e 19 anos, em uma estrada vicinal de acesso ao assentamento.
Durante a ação, foram apreendidos um revólver calibre .38 com duas munições intactas, R$ 4.332 em dinheiro, aparelhos celulares pertencentes às vítimas, uma motocicleta, que havia sido subtraída, além de outros objetos pessoais.
Na sequência, os policiais entraram em contato com as vítimas, um casal de idosos, de 61 e 65 anos, que relataram terem sido rendidos na noite dessa quarta-feira (22.4), permanecendo sob domínio dos criminosos durante toda a madrugada, sob constantes ameaças.
Segundo os depoimentos das vítimas, os autores agiram com violência e intimidação, mantendo as vítimas amarradas e em situação de extremo risco, enquanto subtraíam diversos bens, incluindo um veículo utilitário e equipamentos de trabalho.
Já na manhã desta quinta-feira (23.04), a filha das vítimas, de 40 anos, chegou à residência e também foi rendida, amarrada e passou a ser ameaçada com uma arma na sua cabeça.
Investigação
Com o avanço das investigações e o intercâmbio de informações entre as forças de segurança, incluindo apoio do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e do Ciosp de Rondonópolis, foi possível identificar que o veículo roubado havia seguido em direção a Porto Esperidião.
Equipes locais iniciaram diligências e localizaram o automóvel na região da Estrada do Laranjal, em posse de um homem de 37 anos, que foi abordado e conduzido à unidade policial.
Em depoimento, o suspeito alegou ter recebido o veículo de um quarto suspeito, com a finalidade de transportá-lo até a cidade de San Matías, na Bolívia, circunstância que segue sendo apurada.
Os três suspeitos foram autuados em flagrante e permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos na ação criminosa, bem como esclarecer a possível ligação dos suspeitos e do crime com uma facção criminosa.
“A atuação coordenada entre as instituições de segurança pública foi determinante para a rápida resposta à ocorrência, garantindo a preservação da integridade das vítimas, a recuperação de bens subtraídos e o avanço das investigações”, afirmou o delegado Fabricio Garcia Henriques.
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