Suinocultura

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul traçam política conjunta para impulsionar a suinocultura e gerar desenvolvimento

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Agenda realizada na última quinta-feira, 16, em Campo Grande (MS), na sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Mato Grosso do Sul, teve a visita da comitiva de Mato Grosso, para conhecer os cases de sucesso com foco na suinocultura de Mato grosso do Sul, foram detalhados para lideranças do agronegócio e representantes de instituições públicas e privadas, que debateram políticas públicas de incentivo fiscal voltadas às cadeias produtivas do agro, com foco especial na suinocultura, bem como, os programas PDAgro, Proape e Leitão Vida, além dos programas que concedem premiações e abatimentos de ICMS por cadeia produtiva, com repasse via frigoríficos, como crédito fiscal ou em dinheiro. 

Participaram do encontro o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável de MS, Rogério Thomitão Beretta, Cesar Miranda, da SEDEC, Custódio Rodrigues da Acrismat, Fórum Agro, Assembleia Legislativa de Mato Grosso, representada pelo deputado estadual e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Dilmar Dal Bosco, IMEA, Sefaz, Invest MT e FIEMT. O diálogo reforçou a integração entre os dois estados que compartilham realidades produtivas semelhantes e o interesse em construir políticas que fortaleçam a economia regional.

O principal tema discutido foi o projeto Leitão Vida, um programa de incentivo e apoio à suinocultura, que propõe medidas fiscais, estruturais e estratégicas para estimular o crescimento e a industrialização da carne suína nos dois estados. O projeto busca promover competitividade, sustentabilidade e equilíbrio entre as cadeias produtivas, ampliando a geração de emprego e renda no campo. Além disso, o programa pretende atrair novos investimentos, consolidando Mato Grosso e Mato Grosso do Sul como referências nacionais na produção de proteína animal.

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco, líder do governo e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária de Mato Grosso, destacou a importância da união entre os dois estados e a criação de políticas de longo prazo. “Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, são estados irmãos que tem um desenvolvimento muito forte na pecuária, na suinocultura, na avicultura, no desenvolvimento e também, da floresta plantada, quer dizer, na industrialização. Nós somos um estado primário de produção. Nós temos que atrair, com toda certeza, indústrias para que venham gerar emprego e renda ao povo de Mato Grosso. Nós viemos aqui fazer uma troca de conhecimento entre o MT e MS, principalmente na suinocultura”, afirmou Dal Bosco.

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Dilmar ainda explicou que a conversa também entrou no debate sobre a cadeia de produção, incentivo ao produtor da avicultura, da pecuária e da suinocultura, com um modelo diferente de Mato Grosso. “No nosso modelo, ele é mais lá no Prodeic ou Proder para o suíno, muitas vezes, de granja, individualizado, do que aquela integrada. A integrada e mais na indústria que incentiva, também, todos aqueles produtores, tanto na ave como no suíno, de sistema integrado com a produçao”, salientou Dilmar.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de MT, César Miranda, enfatizou que o diálogo entre estados é essencial para construir políticas sólidas e duradouras. “Essa agenda é um passo importante para a harmonização de políticas fiscais e de incentivos que estimulem a produção e a agregação de valor dentro dos estados. A suinocultura tem potencial extraordinário e precisa de um ambiente econômico estável e favorável para continuar crescendo e gerando oportunidades”, pontuou Miranda.

Representando o setor produtivo, Custódio Rodrigues, da Acrismat – Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso – ressaltou que o projeto Leitão Vida chega em um momento decisivo para a cadeia suinícola. “O produtor precisa de previsibilidade e de políticas claras. O Leitão Vida representa exatamente isso, um modelo moderno de incentivo, que aproxima governo e iniciativa privada e garante condições reais para o crescimento sustentável da suinocultura. É uma pauta que une o setor produtivo em torno de um mesmo propósito”, destacou.

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Encerrando o encontro, o secretário executivo da Semadesc de MS, Rogério Thomitão Beretta afirmou que o diálogo entre governo e agro é o caminho para resultados concretos. “O governo de Mato Grosso do Sul está comprometido em criar políticas de incentivo que tenham impacto real na vida do produtor. O Leitão Vida é um projeto que dialoga com o futuro do agro, com sustentabilidade, inovação e eficiência. Essa integração com Mato Grosso fortalece toda a região Centro-Oeste e abre novas perspectivas para o desenvolvimento da cadeia suína. O modelo é sólido, bem executado e gera ganhos em toda a cadeia, melhora a eficiência, eleva a produtividade e movimenta a economia, com mais trabalho e renda. Prestadores de serviço avançam, a indústria cresce com maior volume e qualidade, e o Estado colhe resultados concretos. Pelo caráter técnico e comprovado, a experiência de MS é replicável, em especial a MT”, afirmou Beretta.

Ao final da reunião, foi criado um grupo técnico de trabalho que reunirá representantes dos dois estados e das entidades participantes. A meta é alinhar estratégias, ajustar pontos fiscais e definir ações conjuntas para a implantação de projetos, consolidando a suinocultura como uma das mais promissoras atividades do agronegócio brasileiro e um símbolo da integração produtiva entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

 

Por: Juninho Poyer – Assessoria de Comunicação de Gabinete

Fonte: Política MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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