Tribunal de Justiça de MT

Fisioterapia é fundamental para progresso de crianças atípicas, destaca palestrante

Publicado em

A importância da fisioterapia no acompanhamento do desenvolvimento motor e neuropsicomotor de crianças atípicas foi o tema abordado pela fisioterapeuta Francieli Martins durante atividade realizada na 5ª edição do TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em Autismo, no dia 17 de outubro, em Rondonópolis.
Especialista em neuropediatria e neurofuncional adulto pediátrico, Franciele destacou ‘O Papel da Fisioterapia no Desenvolvimento de Crianças Atípicas e Condições Neuropsicomotoras”.
Durante a explanação, ela explicou que a fisioterapia é um campo amplo e essencial no apoio ao desenvolvimento infantil. Para a especialista, compreender as etapas do crescimento motor é fundamental para identificar atrasos e planejar condutas adequadas para cada criança.
A profissional fez um detalhamento das fases do desenvolvimento motor, desde o nascimento até a primeira infância, ressaltando os marcos de cada etapa e os sinais de alerta que podem indicar atrasos, como dificuldades de marcha, falta de firmeza muscular e ausência de habilidades de coordenação.
A palestrante também abordou os fatores de risco que podem comprometer o desenvolvimento neuropsicomotor, como prematuridade, baixo peso ao nascer, infecções neonatais, desnutrição materna e condições genéticas. Ela explicou que, nesses casos, a fisioterapia atua com base em avaliações específicas que permitem identificar o grau de atraso e definir estratégias de reabilitação personalizadas.
Francieli apresentou diferentes testes e instrumentos de avaliação utilizados por fisioterapeutas para analisar o desempenho motor, a postura e a coordenação das crianças, destacando a importância de envolver a família no acompanhamento e na compreensão do progresso terapêutico.
Entre as abordagens terapêuticas, a fisioterapeuta enfatizou o papel da psicomotricidade, das atividades com massinha de modelar, brinquedos de encaixe, corte com tesoura e atividades em grupo, que ajudam a desenvolver habilidades motoras finas e globais, coordenação, equilíbrio e socialização.
Francieli ressaltou que a fisioterapia vai muito além da reabilitação física. “Ela trabalha o desenvolvimento motor, o equilíbrio, a postura, as habilidades de vida diária e a inclusão da criança nos ambientes escolar, familiar e social”, destacou.
Ao final, a profissional reforçou a necessidade de olhar integralmente para cada criança, defendendo a inclusão da fisioterapia no conjunto de terapias recomendadas para aquelas com transtornos do espectro autista, paralisia cerebral e outras condições neurológicas. “Precisamos ver a criança como um todo, e a fisioterapia é parte essencial desse processo de desenvolvimento e inclusão”, concluiu.
O evento
O ciclo de capacitações já passou pelas cidades de Cuiabá, Sinop, Sorriso, Cáceres e Rondonópolis, reunindo esforços para promover a conscientização sobre o espectro autista em diferentes regiões do estado. A iniciativa é da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, presidida pela desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, e reuniu cerca de 1,4 mil participantes (magistrados, servidores e público em geral).
A próxima edição será no dia 5 de dezembro, novamente em Cuiabá.
O projeto “TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em Autismo” está alinhado com a Resolução CNJ nº 401/2021, que estabelece diretrizes de acessibilidade no Poder Judiciário.
Leia mais matérias sobre as palestras do evento:

Autor: Patrícia Neves

Leia Também:  Cofi: Magistrados participam de semana formativa com foco em direitos humanos e seguridade social

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Audiência da Corregedoria debate como atingir o poder econômico do crime organizado

Published

on

Participantes do painel debatem os impactos da Lei Antifacção durante audiência pública promovida pela Corregedoria.Por trás de homicídios, tráfico de drogas e disputas por território existe uma engrenagem menos visível: o dinheiro. A avaliação foi compartilhada por especialistas que participaram do painel Lei Antifacção e Governança Corporativa: limites e deveres das pessoas jurídicas, realizado nesta sexta-feira (12), durante audiência pública “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades”, promovida pelo Poder Judiciário, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso para discutir o novo marco legal de combate ao crime organizado.

O painel reuniu o expositor, o promotor de Justiça Renee do Ó Souza, o delegado da Polícia Civil Caio Albuquerque, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e o juiz Anderson Clayton Dias Batista. A mediação foi conduzida pelo conselheiro estadual da OAB-MT, Douglas Ibarra.

Ao longo das discussões, um ponto ganhou destaque: para enfraquecer as organizações criminosas não basta prender integrantes. É preciso atingir a estrutura financeira que sustenta essas atividades.

Promotor de Justiça Renee do Ó Souza apresenta reflexões sobre o enfrentamento econômico ao crime organizado.Segundo o promotor Renee do Ó Souza, uma das principais inovações da Lei Antifacção é justamente direcionar o foco para o patrimônio, os recursos financeiros e as empresas utilizadas para dar suporte ao crime organizado. “A única forma de inibir o envolvimento de alguém na criminalidade organizada é demonstrar que o crime não compensa”, afirmou.

Leia Também:  Comarca de Cláudia abre credenciamento para fisioterapeutas

De acordo com o expositor, a legislação cria mecanismos que permitem ao Estado alcançar bens, valores e até estruturas empresariais utilizadas para ocultar patrimônio ou movimentar recursos ilícitos. Entre as medidas previstas estão bloqueios patrimoniais, restrições de atividades econômicas e a possibilidade de intervenção judicial em empresas utilizadas para favorecer práticas criminosas.

Juiz Anderson Clayton Dias Batista debate os impactos da nova legislação para as pessoas jurídicas.O juiz Anderson Clayton Dias Batista observou que a nova legislação busca reduzir a tolerância com relações empresariais que possam beneficiar organizações criminosas.

“A nova legislação exige uma postura mais ativa das empresas. Não basta alegar desconhecimento. As organizações precisam verificar quem são seus parceiros comerciais e adotar mecanismos de controle para evitar relações que possam favorecer, direta ou indiretamente, o crime organizado”.

Homem de terno escuro, camisa branca e gravata azul, com cabelos grisalhos curtos, segura um microfone e fala. Ele tem um pin dourado na lapela. O fundo é uma parede de painéis claros.O mediador Douglas Ibarra chamou atenção para a linguagem corporativa presente na nova legislação. Para ele, a proposta do legislador foi ampliar o alcance do enfrentamento ao crime organizado, permitindo que a atuação estatal chegue também às estruturas econômicas e societárias que podem servir de suporte para atividades criminosas.

A perspectiva das investigações foi apresentada pelo delegado Caio Albuquerque. Com experiência na apuração de homicídios ligados a organizações criminosas, ele afirmou que o domínio territorial exercido por facções tem tornado a elucidação de crimes cada vez mais complexa. Segundo o delegado, o medo imposto às comunidades faz com que testemunhas deixem de colaborar com as investigações, dificultando a identificação de autores e a produção de provas.

Leia Também:  Justiça visita bares para prevenir crimes de violência contra mulheres durante jogos da Copa

Delegado Caio Albuquerque aborda os desafios das investigações relacionadas às organizações criminosas.Caio Albuquerque destacou que o fortalecimento das organizações criminosas observado nos últimos anos exige instrumentos mais eficientes de enfrentamento e defendeu que a nova legislação oferece mecanismos que podem contribuir para esse trabalho.

O painel integrou a audiência pública promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso para debater os impactos da Lei nº 15.358/2026, conhecida como marco legal de combate ao crime organizado.

A íntegra da discussão está disponível no canal do TJMT no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=70cR1MxQkvs

Leia mais sobre

Audiência pública reúne centenas de pessoas para discutir lei de combate ao crime organizado

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/audiencia-publica-reune-centenas-pessoas-para-discutir-lei-combate-ao-crime-organizado

Painel de Audiência pública debate impactos do domínio social estruturado para o sistema de justiça criminal

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/painel-audiencia-publica-debate-impactos-dominio-social-estruturado-para-o-sistema-justica

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA