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Justiça Eleitoral Móvel promove mutirão para biometria na Escola Maria Dimpina, na Grande Coxipó

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A Justiça Eleitoral Móvel (JEM) iniciou nesta quinta-feira (23), às 7h30, o atendimento a eleitores da região da Grande Coxipó, em Cuiabá. A unidade móvel do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) está estacionada no pátio da “Escola Cívico-Militar Profª Maria Dimpina Lobo Duarte”, com atendimentos até às 13h. A unidade escolar fica na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 4.695 (sentido Centro), na entrada do bairro Chácara dos Pinheiros. A ação prossegue até o sábado (25), ao meio-dia.

Com atendimento focado no cadastramento biométrico de eleitores, o ônibus azul, adesivado com a temática da urna eletrônica, relaciona os serviços que são oferecidos: alistamento eleitoral (primeiro título), revisão de dados cadastrais, transferência de domicílio, emissão de segunda via e de guia para recolhimento de multa eleitoral.

A unidade móvel reproduz toda a estrutura de um cartório eleitoral ou posto de atendimento, com conforto e comodidade. Toda a estrutura necessária foi levada para os atendimentos, com servidores e kits biométricos, compostos por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e case para transporte e acomodação dos equipamentos. Os kits são padronizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O chefe do cartório da 55ª Zona Eleitoral, Wilhiano Souza e Silva, explica que a localização da escola é estratégica, uma vez que a Avenida Fernando Corrêa da Costa é um corredor comercial que transformou o Coxipó em uma região populosa. “Quem passa pela Fernando Corrêa, seja de transporte coletivo ou carro particular, já consegue ver o ônibus da Justiça Eleitoral estacionado no pátio da escola. Nele, são oferecidos todos os serviços que você encontra num cartório eleitoral. É só chegar, que o atendimento é rápido. Fica mais perto vir aqui do que procurar a Casa da Democracia, no Centro Político e Administrativo”, reforça o servidor.

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Para receber atendimento, basta levar um documento oficial com foto, que pode ser apresentado na versão física ou digital. No mutirão, o eleitor ou a eleitora já sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título. Em casos de transferência ou mudança de domicílio, é necessário apresentar um comprovante de endereço. Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso — não é necessário votar no local ou residir na cidade onde a ação é realizada.

A região da Grande Coxipó, em Cuiabá, pertence à 55ª Zona Eleitoral, que é a maior em número de eleitores entre as 57 existentes no estado. Nela, há 115.014 eleitores aptos a votar, o equivalente a toda a população de Cáceres (município distante a 217 km de Cuiabá) em número de habitantes, a título de comparação. A 55ª ZE possui uma cobertura biométrica de 88,98%, ou 102.344 eleitores e eleitoras, dos quais ainda faltam fazer a biometria um eleitorado de 12.670 pessoas, o que representa 11,02%.

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A presença da unidade móvel na unidade escolar reforça a campanha “Biometria 100%”, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE), que visa ampliar a coleta biométrica no estado, em 2025, para, no mínimo, 98%.

Grande Coxipó

Segundo a União Coxipoense de Associações de Moradores (UCAM), o bairro Chácara dos Pinheiros é um dos quase 120 bairros que integram a região da Grande Coxipó, das quais 115 comunidades são associadas à entidade. A UCAM é parceira da Justiça Eleitoral em Mato Grosso e ajudou a divulgar e convocar eleitores para o atendimento pela unidade móvel.

Jornalista Anderson Pinho

Crédito da Imagem: Fernanda Rosa | Escola Maria Dimpina

#PraTodosVerem – A imagem exibe um ônibus grande e azul, identificado como “Justiça Eleitoral de Mato Grosso” e com informações sobre serviços eleitorais, estacionado em frente a um edifício escolar. O prédio, que parece ser mais antigo, tem uma fachada em tons de rosa ou tijolo e identifica-se como “Escola Cívico-Militar Profª Maria Dimpina Lobo Duarte”. Há um grande mural artístico na parede esquerda do edifício. A cena ocorre sob um céu azul com nuvens brancas volumosas, e o primeiro plano é composto por um terreno com grama e terra.

Fonte: TRE – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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