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Parceria entre Secretarias de Saúde e de Segurança garante resposta rápida em casos de intoxicação por metanol

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O Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso (Lacen-MT), gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), firmou um termo de cooperação técnica com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) para acelerar a análise de amostras de sangue de casos suspeitos de contaminação por metanol.

Segundo a diretora do Lacen-MT, Elaine de Oliveira, as análises seguem o fluxo padronizado estabelecido pelo Governo do Estado, que envolve a recepção, custódia e encaminhamento de amostras pelos hospitais dos municípios de Mato Grosso para o Laboratório Central e, posteriormente, o envio ao Laboratório Forense da Politec, responsável pela análise toxicológica.

“Se não fosse essa parceria, essa amostra teria que sair de Cuiabá e ir para um laboratório em Campinas, referência do Ministério da Saúde. A ação interinstitucional permite que as amostras de sangue de pacientes com suspeita de intoxicação por metanol sejam analisadas em até 10 dias pelo Laboratório Forense da Politec para o exame de dosagem alcóolica”, destacou.

A diretora informou ainda que a parceria entre a SES e a Sesp é um exemplo de como a colaboração entre instituições pode trazer benefícios para a população.

“Essa iniciativa demonstra o compromisso das autoridades do Estado em garantir a saúde e segurança dos cidadãos de Mato Grosso, que podem contar com um atendimento mais ágil e eficaz em casos de suspeita de intoxicação por metanol”, acrescentou.

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O exame é realizado no equipamento cromatografia gasosa (CG) e o detector de ionização de chama (FID) que separa os componentes da amostra, como álcool e metanol. O resultado da análise é um gráfico que mostra picos correspondentes a cada substância que passa pelo detector, com a altura ou área do pico sendo proporcional à concentração dos compostos.

Para o diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan Teixeira, o trabalho da perícia em Toxicologia Forense da Politec de Mato Grosso foi peça-chave para transformar em evidência técnica o primeiro caso confirmado de intoxicação por metanol no Estado, abrindo caminho para ações de prevenção, responsabilização e proteção da saúde da população.

“É por meio da atuação técnica dos peritos que se torna possível identificar, com precisão científica, a presença dessa substância tóxica em bebidas, sangue, ou materiais recolhidos em locais de apreensão. Além disso, a perícia oficial assegura a proteção da saúde pública, evitando novos casos por meio da identificação da origem do produto adulterado e da interrupção da cadeia de distribuição. Sem o trabalho pericial, não há como comprovar tecnicamente o crime, nem assegurar justiça e segurança à população.”

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As perícias de dosagem alcoólica no sangue seguem padrões internacionais de validação. Desde maio de 2025, a Politec, em conjunto com o departamento de química da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), incorporou exames para detectar metanol em casos de suspeita de intoxicação, garantindo monitoramento e resposta rápida a situações de risco no Estado.

Além de atuar em Mato Grosso, a instituição também apoia investigações de casos suspeitos em Mato Grosso do Sul, fortalecendo a segurança e a saúde pública regional.

Primeiro caso confirmado em Mato Grosso

A SES divulgou, na última quarta-feira (22.10), o primeiro caso confirmado de intoxicação por metanol do estado, que envolveu um paciente do sexo masculino, de 24 anos, morador de Várzea Grande. O paciente não corre risco de morte, mas apresentou lesão ocular irreversível, uma das complicações mais graves decorrentes da exposição.

Além do caso confirmado em Várzea Grande, há quatro casos suspeitos em investigação, sendo dois em Várzea Grande, um em Água Boa e um em Cuiabá.

A SES disponibilizou um painel com a atualização dos casos confirmados e suspeitos de intoxicação por metanol em Mato Grosso, que será atualizado diariamente de segunda a sexta-feira pela manhã.

Fonte: Governo MT – MT

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Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

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Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

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Fonte: Governo MT – MT

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