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Justiça Restaurativa transforma escolas, diz líder de mediação escolar da Seduc

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A consolidação da cultura de paz nas escolas públicas estaduais foi o foco do painel apresentado por Patrícia Carvalho, líder do Núcleo de Mediação Escolar da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na manhã de sexta-feira (14), durante o Seminário “Justiça Restaurativa na Educação e na Ambiência Institucional”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em parceria com a Seduc.

Patrícia destacou que o trabalho desenvolvido no estado é fruto de uma trajetória consistente. “A construção da cultura de paz no ambiente escolar, aqui no Estado de Mato Grosso, já vem sendo trabalhada há alguns anos, com o fortalecimento dessa parceria do Tribunal de Justiça com a Secretaria de Estado de Educação”, explicou ao iniciar sua apresentação.

Em seguida, ela contextualizou a importância dessa caminhada conjunta para transformar as relações dentro das unidades educacionais. “Falar desse percurso é muito importante, porque a gente verifica que as ações pautadas nos alicerces da Justiça Restaurativa têm surtido muito efeito nas unidades escolares, no processo de prevenção e no ressignificar da vida dessas crianças”, afirmou.

A palestrante ressaltou que o trabalho desenvolvido em Mato Grosso está alinhado às políticas nacionais de prevenção às violências no ambiente escolar. “Esse trabalho vem ao encontro das políticas nacionais de proteção e prevenção às violências. A escola está no contexto social e, infelizmente, essa violência que assola a sociedade também está presente ali”, destacou.

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Ao abordar os desafios atuais, Patrícia apontou que os episódios recentes de violência escolar demonstram a necessidade de aprofundar as ações restaurativas. “A problemática da violência no ambiente escolar é multifacetada, fatorial. E, principalmente, é um fator social que estamos vivendo, que acaba refletindo no ambiente escolar”, disse.

Ela enfatizou que o grande desafio está na formação emocional e relacional das pessoas. “É fazer com que as pessoas aprendam a gerenciar as suas emoções, aprendam a dialogar e escutar o outro, ou seja, se reconhecer no outro”, afirmou. Segundo Patrícia, “as práticas restaurativas, os círculos de construção de paz, são uma ferramenta potente nessa construção de evolução e autoconhecimento”.

Mais professores-facilitadores

Durante o painel, Patrícia Carvalho comentou também sobre o curso encerrado na quinta-feira (13) voltado à formação de profissionais da educação como facilitadores de práticas restaurativas.

Ela lembrou que a Seduc trabalha com a metodologia há cerca de uma década. “Eu já sou facilitadora há algum tempo. A Secretaria de Educação já tem aproximadamente 10 anos trabalhando com práticas restaurativas na educação. Temos essa parceria com o Tribunal de Justiça há alguns anos, e ela tem dado muito certo”, afirmou.

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O resultado mais recente desse trabalho é a certificação de 125 novos facilitadores. “São 125 novos facilitadores. Eles são atribuídos às unidades escolares para desenvolver as práticas restaurativas de prevenção às violências”, explicou.

Patrícia destacou ainda que esses profissionais passam a atuar com dedicação específica. “Eles são atribuídos com 30 horas para trabalhar com práticas restaurativas e prevenção das violências na unidade escolar, uma preocupação que o Governo do Estado e a Secretaria de Educação vêm tendo já há algum tempo”, disse.

Além dos professores-facilitadores, equipes multidisciplinares também participam do processo. “Nós temos, principalmente, esses profissionais que estão realmente voltados a essa prática. E também temos equipes com assistentes sociais e psicólogos, que são orientados a desenvolver ações de justiça restaurativa”, completou.

O seminário segue até o fim do dia com certificações, apresentações de experiências e aprofundamento das práticas de Justiça Restaurativa no contexto educacional.

Autor: Flávia Borges

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Desembargador recebe alunos de Cáceres e inspira futuros profissionais do Direito

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Um encontro marcado por identificação e incentivo à carreira jurídica. Assim foi a visita dos 47 acadêmicos de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus Cáceres, ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), nesta quarta-feira (29). O grupo foi recebido pelo desembargador Jones Gattass Dias, também natural de Cáceres, que compartilhou sua trajetória e experiências na magistratura.

“Somos conterrâneos. Sinto-me muito em casa e espero que vocês também sejam muito bem recebidos aqui”, afirmou o magistrado ao dar as boas-vindas. Durante a conversa no Espaço Memória, ele relembrou o início da sua formação e destacou os desafios da carreira. “Eu não sabia o que queria, mas sabia o que não queria. Fui eliminando as áreas até me identificar com o Direito”, contou. Ao final, deixou uma mensagem direta aos estudantes: “Não desistam dos seus sonhos. A magistratura precisa de bons nomes”.

Prática aproxima estudantes do Judiciário

A visita integrou o projeto Nosso Judiciário, que proporciona aos acadêmicos a oportunidade de acompanhar sessões de julgamento, conhecer a estrutura do Tribunal e dialogar com magistrados. Para o desembargador, esse contato direto com a prática é essencial na formação. “O julgamento, o voto do relator, o magistrado que acompanha ou diverge, isso é uma riqueza para quem está estudando. A pessoa sai daqui sabendo se vai gostar ou não de fazer isso”, destacou.

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Um dos responsáveis por trazer os alunos ao Tribunal, o professor e advogado Hamilton Lobo Mendes Filho ressaltou a importância da experiência. “Aqui, conseguimos dar esse choque de realidade. Como somos do interior, muitos alunos não conseguem visualizar essa estrutura. A visita amplia horizontes e mostra que este pode ser um caminho profissional possível”, afirmou. Ele também agradeceu a parceria com o Judiciário. “Assistir à dinâmica de um julgamento não é simples, nem acessível a todos. Essa parceria vai continuar, todo semestre estaremos aqui”.

Experiência reforça escolhas

Entre os acadêmicos, a vivência no TJMT foi apontada como decisiva para a construção da carreira. A estudante do 9º semestre Larissa Yung destacou o impacto do contato com a prática jurídica. “Durante o curso, ficamos muito na teoria. Aqui, conseguimos ver o Direito acontecendo de verdade. Estar no plenário foi uma experiência muito significativa e despertou ainda mais o meu interesse”, relatou.

O estudante Kauan Fares Garcia também avaliou a visita como fundamental. “Pudemos observar como funciona o Poder Judiciário e presenciar o que provavelmente será nossa vida futura. A sustentação oral dos advogados foi o que mais me chamou atenção”, disse. Para ele, a experiência ajudou a concretizar o interesse tanto pela advocacia, quanto pela carreira pública.

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O projeto Nosso Judiciário segue aberto a instituições de ensino interessadas em conhecer o funcionamento do Tribunal. Durante as visitas, os participantes também recebem o Glossário Jurídico, produzido pelo TJMT, como forma de apoio ao aprendizado.

Para agendar uma visita ao Palácio da Justiça de Mato Grosso ou a instituições de ensino, basta telefonar para (65) 3617-3032/3516.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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