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Professores certificados em Círculos de Construção de Paz reforçam ambiente escolar mais humanizado

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O Seminário “Justiça Restaurativa na Educação e na Ambiência Institucional”, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NUGJUR), reafirmou o compromisso do Judiciário com uma cultura escolar pautada pelo diálogo, acolhimento e construção coletiva de soluções. Realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) nos dias 13 e 14 de novembro, em Cuiabá, o seminário proporcionou a certificação de 125 profissionais da Educação como facilitadores de Círculos de Construção de Paz.

A iniciativa se alinha ao papel formativo da escola, oferecendo ferramentas que estimulam respeito, empatia e corresponsabilidade no ambiente escolar. Diferentemente de mecanismos punitivos, a Justiça Restaurativa busca reconstruir relações e criar espaços seguros para diálogo e compreensão das causas que originam os conflitos, permitindo que todos participem da construção das melhores soluções.

Dominar essas metodologias fortalece a atuação dos profissionais da educação, que agora contribuem para espaços pedagógicos mais humanos, colaborativos e saudáveis.

Os Círculos de Construção de Paz e as práticas restaurativas representam uma transformação profunda no modo de lidar com conflitos no ambiente escolar. A professora Maria Teixeira, 62 anos, da Escola Estadual Daniel Martins Moura, de Rondonópolis, destacou que a formação dialoga com práticas que ela já vinha estudando e aplicando.

“Eu creio que seja uma forma de sistematizar isso de uma forma mais proveitosa, mais efetiva e eu acho que isso vai contribuir muito com a escola, com todo o ambiente escolar. Essa formação vai agregar muito”, avaliou.

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Já na Escola Estadual Domingos Sávio Brandão, em Várzea Grande, a professora Rosana Leite – que já atua como mediadora de conflitos – reforça que a certificação aprimora e fortalece seu trabalho diário.

Rosana relata que sua atuação se estende tanto à mediação de conflitos quanto à prevenção: “Então, nós estamos lá para atender toda situação de conflito. Às vezes entre estudantes, às vezes funcionários, professores, professor e estudante, e nos procuram para a gente fazer a sessão de mediação de conflitos. Nós também trabalhamos com campanhas preventivas. Toda situação que envolve conflitos. Como bullying, cyberbullying, violência física, violência verbal, nós estamos sempre atuando, acompanhando os nossos estudantes e os profissionais da escola.”

Além disso, o TJMT tem como compromisso fortalecer a interação com a sociedade, permitindo que o cidadão compreenda melhor o funcionamento da instituição, tenha acesso a informações sobre seus direitos e deveres e exerça sua cidadania de forma plena.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário lança página no portal do TJMT

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A Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso lançou sua página no portal do TJMT, durante o evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado nos dias 15 e 16 de abril. Agora, os públicos interno e externo ao Tribunal de Justiça podem acessar acessibilidade.tjmt.jus.br e conferir todas ações da Comissão, bem como entrar em contato com seus membros.
A juíza auxiliar da Vice-presidência, Alethea Assunção Santos, fez a apresentação da página na internet durante o evento. “O portal da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso tem a finalidade de apresentar as iniciativas, ações, capacitações, os projetos da Comissão e também é um repositório de atos normativos, de leis e das notícias relativas às ações. Então é uma forma de difundir o trabalho da Comissão”, explica.
Mulher de cabelos longos posa sorrindo em primeiro plano. Ao fundo, palco com cadeiras e telão verde do evento TJMT Inclusivo, com pessoas desfocadas ao redor.Conforme a magistrada, a criação da página demonstra o compromisso da Comissão em fomentar a construção de uma política institucional mais inclusiva. “O Poder Judiciário precisa olhar para o jurisdicionado, abrindo as possibilidades para aqueles que têm alguma deficiência, mas também olhar para o servidor, nos atendo às barreiras arquitetônicas e outras dificuldades daquele servidor e também do público externo. A Comissão tem essa função de compreender quais são essas necessidades específicas e trabalhar para reduzir esses empecilhos e garantir a acessibilidade e a inclusão”, defendeu.
A página da Comissão conta com a sessão “Fale Conosco”, onde estão disponíveis os canais de contato. “Esperamos que a população acesse, entre em contato conosco, mande dicas, sugestões e que, assim, a gente possa manter o portal ativo”, convida a juíza Alethea Assunção.
A página da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso está no portal do Tribunal de Justiça, no espaço dedicado aos portais temáticos, conforme a imagem ao lado.
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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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