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Parque Florestal vira vitrine estratégica e impulsiona plano para colocar Sinop na rota internacional do turismo de contemplação

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da Diretoria de Turismo — ligada à Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo — recebeu o gerente de Vida Silvestre da World Animal Protection (Proteção Animal Mundial), Rodrigo Gerhardt, para debater a inclusão de Sinop na rota internacional do turismo de contemplação de primatas. O encontro aconteceu ontem (26), no Parque Natural Municipal Florestal.
 
A instituição internacional, com sede em Londres, no Reino Unido, propõe desenvolver um projeto de proteção e promoção da coexistência entre o desenvolvimento econômico, especialmente o setor do agronegócio, e a preservação de áreas de conservação ambiental, como os parques Florestal e Jardim Botânico, situados na área urbana da cidade. Com isso, Sinop seria inserida na rota internacional de promoção do turismo de observação de animais, com foco principal nos primatas, por ser um importante reduto de espécies em extinção.
 
Rodrigo Gerhardt, representante da instituição no Brasil, avalia o cenário nacional — considerando os debates recentes na Amazônia Legal sobre mudanças climáticas, na COP30 — e destaca, de forma positiva, a riqueza de espécies em habitat natural que Sinop possui em áreas de conservação no meio urbano.
 
“A gente está cada vez mais consciente de que, do nível local ao nível global, em função das mudanças climáticas e de todos os desafios ambientais que temos, a biodiversidade é um ativo super importante. Então, precisamos valorizar e proteger essa riqueza natural em todas as esferas e níveis. E eu acho que é esse trabalho que queremos desenvolver em Sinop: valorizar a biodiversidade que a cidade tem, especialmente os primatas, porque existe uma riqueza de vida aqui que considero fundamental”, reforçou.
 
Gerhardt destaca ainda que desenvolver esse trabalho em Sinop, onde o agronegócio coexiste com a preservação ambiental e com a diversidade da fauna, é fundamental para o turismo internacional e para a promoção da conciliação entre produção sustentável e serviços baseados na natureza.
 
“A gente está, agora, na década da restauração. Acho cada vez mais necessário conciliar uma produção sustentável com os serviços baseados na natureza. Fala-se muito em bioeconomia, e é imprescindível reconhecer o valor da natureza como um ativo. Há espaço para ampliarmos esse entendimento de que o agronegócio só será próspero graças à natureza e aos serviços que a floresta pode prover. Por isso, é fundamental conciliar produção e conservação, e Sinop pode vir a ser um exemplo disso”, avaliou.
 
O secretário de Meio Ambiente, Klayton Gonçalves, explica que o projeto em debate vai ao encontro da proposta do novo formato de funcionamento do Parque Natural Municipal Florestal de Sinop, que destina as terças, quartas e quintas-feiras ao turismo de contemplação, à educação ambiental e às pesquisas científicas.
 
“Ficamos felizes com a presença do Rodrigo, uma pessoa que conhece muito do Brasil e do mundo em termos de turismo e pesquisa. Sinop realmente é uma região com grandes possibilidades de avanço. Esse formato de abertura do parque já foi pensado nisso. Hoje, temos pesquisadores aqui que utilizam o parque exatamente como necessitam para suas pesquisas. Então, trabalhamos muito e já começamos a colher frutos. Sempre agradecemos o apoio do nosso prefeito, Roberto Dorner, e do nosso vice-prefeito, Paulinho, que têm dado condições para o desenvolvimento das nossas áreas, para que o meio ambiente tenha esse pertencimento de apresentar sua preservação e também o turismo, ambos trabalhando juntos”, destacou.
 
Espécies em extinção
 
O município de Sinop desenvolve, desde 2023, em parceria com o Instituto Ecótono, um trabalho de preservação, contemplação e cuidado com os animais existentes nas reservas da Gleba Mercedes V — Assentamento Wesley Emanuel dos Santos. Christine Steiner, diretora-executiva do instituto, explica que tanto o Parque Florestal quanto a Gleba Mercedes podem ser inseridos como destinos turísticos de contemplação, mas com características diferentes.
 
“A gente tem uma grande riqueza de macacos na região. O Parque Florestal e a Gleba Mercedes, assim como várias outras áreas, se somam como importantes destinos para o desenvolvimento do turismo. Na Gleba Mercedes, pode-se fomentar um turismo de base comunitária; já no Parque Florestal, um turismo mais voltado para pesquisa ou contemplação. Cada uma dessas áreas, que servem para uma rota turística, possui características próprias. Lá na Gleba, por conta do corredor florestal e da mata onde trabalhamos com pesquisas sobre os macacos, já temos resultados muito importantes. O corredor florestal é um campo-escola, uma sala de aula natural, que recebe não só estudantes de escolas, mas também de universidades, permitindo compreender a aptidão de cada uma das regiões”, explicou.
 
O professor especialista em primatas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) — campus Sinop —, Gustavo Canale, desenvolve em conjunto com o Instituto Ecótono o rastreamento e a identificação das espécies existentes na região. Até o momento, já foram identificadas cerca de dez espécies diferentes de macacos.
 
“O Parque Florestal tem espécies muito interessantes. Tem uma espécie chamada cuxiú — um macaco amazônico muito bonito e mais difícil de ser visto por quem visita o parque. O pessoal costuma ver mais os macacos-prego, que são mais comuns. Mas temos, por exemplo, o zog-zog-de-Vieira, um macaco mais quietinho e mais escondido, que as pessoas precisam procurar com mais calma. Para mim, a grande estrela é o macaco-aranha-de-cara-branca, um dos primatas mais ameaçados do mundo. O melhor lugar do planeta para ver o macaco-aranha-de-cara-branca, sem dúvida, é o Parque Florestal”, ressaltou.
 
Sinop é um município estratégico para o turismo de contemplação, pois se localiza em uma região considerada porta de entrada para a Amazônia Legal, região com uma das maiores preservadas do mundo. Um município propício à contemplação de variedades de espécies, incluindo as consideradas em extinção, e que possibilita fácil acesso aos animais.
 
ONG Internacional
 
A Proteção Animal Mundial, tradução em português, é uma organização sem fins lucrativos que existe há 70 anos e é considerada a única instituição dedicada ao bem-estar animal em interlocução com a ONU (Organização das Nações Unidas). Está presente em, pelo menos, 14 países, com escritório de gerência e atuação efetiva voltada, principalmente, aos primatas. No Brasil, a instituição está presente há 30 anos.
 
“[…] a nossa intenção é justamente ampliar cada vez mais essa proteção dos animais no sentido de que a proteção animal também beneficie as pessoas”, comentou Gerhardt.
 
Os escritórios de gerência estão presentes nos seguintes países: África, Austrália, Brasil, Canadá, China, Costa Rica, Dinamarca, Estados Unidos, Holanda, Índia, Nova Zelândia, Reino Unido (onde funciona o escritório internacional), Suécia e Tailândia.

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Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Roneir Corrêa

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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52 anos de história: Sinop celebra uma trajetória de coragem, planejamento e desenvolvimento

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Sinop chega aos 52 anos de fundação celebrando uma trajetória marcada pela coragem de quem ajudou a construir os primeiros caminhos, pela força de uma população que escolheu a cidade para viver e pela capacidade de se reinventar diante dos desafios. Ao longo de pouco mais de cinco décadas, o município passou por profundas transformações e consolidou-se como uma das principais cidades de Mato Grosso, mantendo no planejamento uma das bases para o crescimento que continua redesenhando sua paisagem.

Quem olha hoje para as avenidas largas, os bairros em expansão, os prédios, o comércio, os serviços e a infraestrutura urbana de Sinop talvez tenha dificuldade para imaginar como era a cidade nos primeiros anos. Mas, para quem viveu aquele período, cada rua aberta e cada área ocupada carregam uma história de trabalho e perseverança.

É o caso de Joaquim Corrêa, morador que chegou a Sinop ainda jovem, aos 17 anos, e participou diretamente do processo de abertura de áreas que posteriormente dariam lugar a importantes regiões da cidade. Na década de 1970, quando a estrutura urbana ainda começava a tomar forma, ele e o cunhado trabalharam na derrubada da mata que hoje abriga o bairro Jardim das Violetas.

“Eu peguei Sinop nessa situação”, recorda Joaquim, ao relembrar o trabalho realizado na região onde hoje estão o Tiro de Guerra, a Avenida das Itaúbas e a Avenida das Palmeiras. O relato revela uma Sinop muito diferente da atual, mas também evidencia o esforço de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos para construir suas famílias e ajudar a abrir espaço para o crescimento do município.

Uma cidade construída por quem acreditou

A expansão de Sinop também contou com estratégias para atrair novos moradores e garantir condições mínimas para que eles pudessem permanecer na cidade. Joaquim lembra que, naquele período, a própria colonizadora incentivava a construção de moradias.

A iniciativa ajudava a enfrentar uma das principais dificuldades dos primeiros anos: oferecer moradia para quem chegava em busca de novas oportunidades.

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“Com muito sofrimento, mas é glorioso hoje ver o crescimento de Sinop”, afirma Joaquim, que construiu sua vida no município. Foi em Sinop que se casou, criou a família e acompanhou, ao longo de décadas, as profundas mudanças pelas quais a cidade passou.

Entre essas transformações, ele destaca também a capacidade de adaptação da economia local. Quando a atividade madeireira começou a perder força, muitos chegaram a acreditar que Sinop não teria futuro. O município, entretanto, encontrou novos caminhos e avançou para a agropecuária e, posteriormente, para a agricultura, fortalecendo uma economia que continuaria impulsionando o desenvolvimento regional.

Para Joaquim, a história de Sinop é justamente a história de uma cidade que soube superar os períodos difíceis e seguir em frente. “Eu não tenho o que falar mal de Sinop, não. A gente só conta uma realidade do passado para uma glória do presente”, resume.

De uma cidade planejada a uma cidade que continua desenvolvendo

A Sinop que Joaquim ajudou a construir ganhou novas dimensões ao longo das décadas, mas preservou uma característica importante desde sua origem: o planejamento.

O secretário de Governo e Planejamento Estratégico, Klayton Gonçalves, explica que o crescimento atual é resultado de um processo contínuo de organização urbana, que precisa acompanhar a expansão do município e antecipar as necessidades das próximas gerações.

“Sinop nasceu planejada, mas foi a organização ao longo dos anos que consolidou esse desenvolvimento. O Plano Diretor estabelece diretrizes para o crescimento urbano, orientando novos loteamentos, a mobilidade e a expansão da cidade. Hoje temos avenidas largas, planejamento viário, novos semáforos, crescimento vertical e investimentos que preparam Sinop para as próximas décadas”, destacou.

Esse planejamento pode ser percebido na própria transformação da paisagem urbana. O traçado das avenidas, a expansão dos bairros, a implantação de novos equipamentos e as intervenções voltadas à mobilidade mostram uma cidade que cresce sem deixar de pensar em como esse crescimento impactará a vida da população.

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Entre os projetos estruturantes está a duplicação da Avenida André Maggi e sua futura ligação com a BR-163. Para Klayton, a obra representa uma visão de longo prazo para a mobilidade e para a integração entre diferentes regiões do município. “A Avenida André Maggi passa a desempenhar um papel estratégico ao permitir uma conexão com a BR-163, formando um importante eixo de circulação. Além disso, novas ligações viárias aproximam bairros, reduzem distâncias e valorizam regiões inteiras da cidade. São intervenções pensadas para melhorar a vida das pessoas e preparar Sinop para continuar crescendo”, explicou.

Uma história que continua sendo escrita

Aos 52 anos, Sinop reúne diferentes gerações de moradores: aqueles que chegaram quando ainda era preciso abrir caminhos em meio à mata; os que vieram durante a consolidação da economia; e uma nova população que encontra hoje uma cidade estruturada, dinâmica e em constante transformação.

É essa conexão entre passado, presente e futuro que marca o aniversário do município. A história contada por Joaquim representa a memória de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos. O planejamento destacado por Klayton aponta para uma cidade que continua se preparando para os próximos capítulos.

Mais do que celebrar o que Sinop já alcançou, os 52 anos reforçam a força de uma cidade que nasceu com planejamento, cresceu com o trabalho de sua população e segue construindo seu futuro com novas oportunidades, infraestrutura e desenvolvimento.

Sinop celebra seus 52 anos olhando para trás com orgulho e para frente com confiança — reconhecendo quem ajudou a abrir os primeiros caminhos e mantendo o compromisso de continuar abrindo novos caminhos para as próximas gerações.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Roneir Corrêa

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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