A determinação do produtor Odenil Aparecido de Almeida está transformando o Sítio Boa Esperança, em Diamantino, em um dos exemplos de crescimento sustentável da agricultura familiar no município. Com quase uma década dedicada à propriedade, Odenil ampliou a produção, diversificou culturas e fortaleceu o abastecimento local, impulsionado tanto pelo próprio esforço, quanto pelas máquinas entregues pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf).
Foto: Samuel Janke
“Fomos atendidos com serviços de máquinas que o governo entregou ao município para a agricultura familiar. Se a gente fosse fazer por conta própria, seria pesado. Com o apoio do Governo do Estado, Seaf e prefeitura, melhorou muito o nosso trabalho. Assim, podemos investir em outras coisas e ampliar nossa produção”, observou o produtor.
Desde 2019, a Seaf entregou 8.415 máquinas e equipamentos à agricultores de todo o Estado, que fazem parte do total de R$ 817 milhões em investimentos para a agricultura familiar dos 142 municípios, incluindo distribuição de mudas, embriões, kits e outras formas de auxílio.
Há nove anos na área, Odenil relembra o início simples. “Comecei com o cultivo de melancia, depois investi em hortaliças”, disse. Hoje, o sítio produz banana terra anã, banana maçã, batata-doce e mandioca. Ele se prepara para iniciar o cultivo de banana nanica. A produção abastece três mercados da cidade, a merenda escolar — por meio da Associação CEIBA —, e agora também o CRAS, ampliando o alcance social dos alimentos.
Entre os serviços recebidos, estão o uso de PC hidráulica e pá carregadeira, essenciais para preparar a nova área de plantio.
Com 39 hectares no total, o produtor cultiva atualmente 2,5 hectares, mas a abertura de mais 6 hectares elevará a área produtiva para 8,5 hectares. A expansão representa mais autonomia para a família, como relatou o agricultor.
“Já trabalhei como gerente em outra fazenda, mas ter a nossa independência, ter tempo para a família, isso foi o que a agricultura familiar me proporcionou. Sou dono do meu próprio negócio, e isso faz toda a diferença”, ressaltou Odenil.
Foto: Samuel Janke
O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Diamantino, Milton Criveletto, reforçou o compromisso do Estado com o setor. “A Seaf tem ajudado muito a agricultura familiar. Desde o início da gestão, conseguimos máquinas como trator, plantadeira de mandioca, além do calcário que será entregue em breve. Nosso objetivo é fortalecer o produtor e mantê-lo na propriedade, produzindo mais. Somos parceiros do Governo do Estado nesse trabalho”, destacou.
Desde 2019, o Governo de Mato Grosso, por meio da Seaf, investiu mais de R$ 4,5 milhões no município de Diamantino em kits de apicultura, escavadeira, 1.700 toneladas de calcário, uma picape Strada e um caminhão-caçamba.
O Governo de Mato Grosso vai ampliar de R$ 35 milhões para R$ 101 milhões o cofinanciamento estadual da assistência social destinado aos 142 municípios. O aumento de mais de 188%, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), fortalece a rede socioassistencial e garante mais autonomia e celeridade para que os municípios atendam as demandas locais.
Segundo o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, a ampliação dos investimentos atende a uma determinação do governador Otaviano Pivetta de fortalecer a atuação dos municípios na execução das políticas públicas.
“Esta é uma ação coordenada pelo governador Otaviano Pivetta, que tem defendido uma gestão cada vez mais próxima dos municípios. O objetivo é garantir que os recursos cheguem diretamente a quem está na ponta, fortalecendo os serviços e ampliando a proteção social para as famílias mato-grossenses”, ressaltou.
Os recursos serão transferidos diretamente aos Fundos Municipais de Assistência Social, ampliando a autonomia dos municípios na execução das políticas públicas. Com o novo modelo, o Governo de Mato Grosso também repassará os valores destinados à aquisição e entrega de cestas de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social, garantindo mais agilidade para que as próprias prefeituras realizem a compra e a distribuição conforme as necessidades locais.
Klebson Gomes ainda destacou que a medida representa um avanço histórico para a política de assistência social em Mato Grosso.
“Estamos fortalecendo a assistência social nos municípios com mais recursos e mais autonomia para os gestores. Quem conhece a realidade das famílias e as necessidades de cada comunidade é o município. Com esse aumento expressivo do cofinanciamento, estamos ampliando a capacidade de atendimento e garantindo mais eficiência na aplicação dos recursos públicos”, afirmou.
Entre as principais novidades do novo modelo estão:
Ampliação do cofinanciamento estadual de R$ 35 milhões para R$ 101 milhões por ano;
Repasse de recursos para aquisição e entrega de cestas de alimentos destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social;
Transferência direta dos recursos para os Fundos Municipais de Assistência Social;
Maior autonomia para os municípios aplicarem os recursos conforme as necessidades locais;
Possibilidade de investimento em proteção social básica e especial;
Fortalecimento dos serviços ofertados nos CRAS, CREAS e unidades de acolhimento;
Contratação e qualificação de equipes técnicas;
Concessão de benefícios eventuais, como auxílio-funeral e auxílio-natalidade.
A definição dos repasses foi construída a partir de critérios técnicos, considerando fatores como população inscrita no Cadastro Único, famílias em situação de vulnerabilidade social, porte populacional e estrutura da rede socioassistencial existente em cada município.
Com a ampliação do cofinanciamento, diversos municípios terão aumento significativo nos repasses. Em Cuiabá, por exemplo, os recursos passarão de aproximadamente R$ 6 milhões para R$ 10 milhões. Já Chapada dos Guimarães terá os repasses ampliados de R`$ 264 mil para R$ 720 mil. Em alguns municípios, o crescimento poderá ultrapassar 500%.
A proposta será apresentada e pactuada com os municípios por meio da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) antes da formalização do novo modelo de cofinanciamento.
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