A atuação conjunta da Policia Civil de Mato Grosso, com as demais Policiais Civis Estaduais e do Distrito com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) resultou em ações de impacto direto sobre a estrutura financeira e operacional do crime organizado.
A ofensiva nacional teve como foco o enfrentamento das facções criminosas, com atuação coordenada entre as Polícias Civis de todo o país e a adoção de estratégias voltadas ao fortalecimento da segurança pública.
As ações foram realizadas entre os dias 24 de novembro e 5 de dezembro de 2025, durante a 3ª edição da Operação Renorcrim, que mobilizou Polícias Civis em todo o território nacional com foco na desarticulação das organizações criminosas.
Durante o período foram 603 prisões realizadas; 202 armas de fogo apreendidas, incluindo 8 fuzis; 14.139 munições confiscadas; 5 toneladas de drogas retiradas das ruas; 387 veículos apreendidos e 21.041 outros bens confiscados, totalizando mais de R$ 79 milhões.
As ações também resultaram no bloqueio judicial de R$ 838 milhões, sendo R$ 196 milhões efetivamente bloqueados até o momento e em um prejuízo total estimado R$ 355 milhões ao crime organizado.
Em Mato Grosso, foram 69 pessoas presas, entre mandados de prisão preventiva e temporárias e prisões em flagrante, 111 mandados de busca e apreensão, cinco armas de fogo e mais de 370 munições apreendidas, 23 veículos, mais de R$ 658 mil em espécie apreendido em uma única ação, totalizando um prejuízo ao crime organizado de mais de R$ 2.221.289,45 milhões.
O Secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, destacou a relevância da operação. “A Operação Renorcrim é um exemplo claro da força da integração entre a Senasp e as Polícias Civis das 27 unidades federativas. Essas ações conjuntas demonstram nossa capacidade de enfrentar o crime organizado, especialmente no que diz respeito à descapitalização das organizações criminosas.”
Sarrubbo também destacou a atuação das Polícias Civis de todas as unidades federativas, ressaltando sua participação essencial para o sucesso da operação.
Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.
De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.
A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.
Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.
Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.
Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.
A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos.
Ameaças envolvendo imagens íntimas O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.
Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.
A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.
“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.
Relatos sobre outras mulheres
Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.
Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.
A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.
Medo e pedido de Justiça
A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.
Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.
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