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A partir de janeiro, produtores passam a emitir apenas Nota Fiscal Eletrônica

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A partir de 5 de janeiro de 2026, nenhum produtor rural catarinense poderá mais emitir nota em papel: toda Nota Fiscal terá de ser eletrônica, independentemente do tamanho da propriedade ou do faturamento anual. Segundo especialistas, essa mudança, somada ao início da transição da Reforma Tributária do consumo, marca uma virada de chave na relação do produtor com o fisco: quem não se organizar em 2025 corre risco de ter problemas na venda da produção, no acesso a crédito e na regularidade fiscal nos próximos anos.

Na prática, a principal alteração imediata é o fim definitivo da Nota Fiscal modelo 4 em papel, que ainda era permitida para produtores com faturamento abaixo de R$ 360 mil por ano. A partir de janeiro, todos, sem exceção, terão de emitir Nota Fiscal Eletrônica (NF‑e ou NFF).

Especialistas destacam que o foco, neste primeiro momento, deve ser a regularização da emissão: o produtor que já utiliza o sistema da Secretaria de Estado da Fazenda ou o aplicativo Nota Fiscal Fácil não precisa fazer mudanças estruturais, porque essas plataformas já estão adaptadas às novas regras da Reforma Tributária. A atenção maior recai sobre quem ainda usa emissor próprio ou soluções antigas de terceiros, que precisarão ser atualizadas para evitar rejeição de notas e inconsistências fiscais.

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O desafio para o produtor não está em “preencher mais campos”, mas em entender que o modelo tributário vai migrar para um sistema de IVA (imposto sobre valor agregado), mais transparente e rastreável. Isso significa que notas mal emitidas, cadastros desatualizados, erros de CFOP ou de enquadramento podem ter impacto maior na hora de apurar impostos, acessar créditos e comprovar regularidade.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Nova proposta pode destravar até R$ 800 bilhões em crédito para o agronegócio

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A modernização do sistema de financiamento do agronegócio voltou ao centro da agenda política com a apresentação de um novo pacote de medidas que pode ampliar de forma significativa o volume de recursos disponíveis ao setor. Batizado de “Lei do Agro 3”, o conjunto de propostas foi apresentado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e prevê mudanças estruturais no crédito rural e no acesso ao mercado de capitais.

A proposta nasce dentro da Câmara Temática de Modernização do Crédito Agropecuário (ModerCred), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e reúne ajustes em 11 frentes, incluindo a Cédula de Produto Rural (CPR), os fundos de investimento do agro, garantias, subvenções, títulos privados e acesso a capital estrangeiro.

O impacto potencial é relevante. Pelas estimativas apresentadas ao grupo, as mudanças podem permitir a incorporação de mais de R$ 800 bilhões em operações via CPR, ampliando o peso do mercado privado no financiamento da produção agrícola.

Hoje, o setor ainda depende fortemente do crédito subsidiado do Plano Safra. No mercado de capitais, a participação do agro gira em torno de 3%, segundo dados apresentados no encontro, o que indica amplo espaço para crescimento. A estratégia da proposta é justamente reduzir essa dependência, ampliando fontes alternativas de financiamento.

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Entre os pontos centrais está a ampliação do uso de instrumentos privados e a melhoria das garantias, com ajustes legais que buscam dar mais segurança jurídica às operações. Também estão previstas mudanças para facilitar a entrada de capital estrangeiro, visto como uma fonte de recursos mais baratos em comparação às taxas praticadas no mercado doméstico.

Outro eixo relevante é a reorganização do sistema de registro de garantias e a padronização de custos cartoriais, temas que hoje encarecem e dificultam o acesso ao crédito, especialmente para médios produtores.

A proposta também dialoga com um dos principais gargalos atuais do setor: o endividamento rural. A expectativa é que a modernização do crédito ajude a criar novas alternativas de financiamento, reduzindo a pressão sobre os programas oficiais e abrindo espaço para reestruturação financeira de produtores.

Apesar do avanço na agenda de crédito, o ambiente regulatório ainda preocupa. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) aponta que pontos importantes da reforma tributária seguem sem definição, especialmente em relação ao aproveitamento de créditos fiscais, à lista de insumos beneficiados e às obrigações acessórias do produtor rural.

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Na avaliação do setor, a falta de clareza nesses pontos mantém a insegurança jurídica e pode elevar o custo de conformidade, afetando diretamente a competitividade do agro.

No conjunto, a chamada “Lei do Agro 3” sinaliza uma tentativa de mudança estrutural no financiamento do setor. Se avançar, a proposta pode reduzir a dependência de recursos públicos e ampliar o acesso a capital — mas o impacto dependerá da capacidade de transformar as medidas em regras efetivas e acessíveis ao produtor na ponta.


Fonte: Pensar Agro

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